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Cadelinha atacada a machadadas recebe alta e não ficará com sequelas

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Outros cinco cães também foram brutalmente agredidos e não sobreviveram


Foto: Arquivo Pessoal

Shiru, a única sobrevivente do ataque brutal contra animais registrado na zona rural de Piedade, em São Paulo, já recebeu alta e está em casa desde a última terça-feira, 17. Cinco cachorros foram encontrados com claros sinais de tortura.

Segundo sua tutora, a cadelinha não ficará com qualquer tipo de sequela. “Ela já está em casa e está super bem. Come e faz as necessidades normalmente. Fica deitada do lado do sofá e foi muito bem recebida pelos meus outros cães. A médica nos disse que ela não deve ter nenhuma sequela”, disse Kazuyu, tutora dos animais.

A cadelinha teve sérios ferimentos na cabeça e no pescoço e, por conta de toda a tortura que sofreu, seu crânio ficou deformado. No entanto, segundo os veterinários, o cérebro dela não foi afetado. “Ela está toda cheia de pontos e com a cabeça muito inchada ainda. Torço para que ela se recupere rápido. Estou aliviada por terem conseguido salvá-la. De todos, pelo menos uma”, lamenta Kazuyu.

Relembre o caso

No dia 10 de março, seis cachorrinhos foram encontrados em uma estrada rural no bairro Piedade, em São Paulo, com claros sinais de tortura. Quatro já estavam mortos quando o resgate chegou, e dois gravemente feridos.

Os animais foram encontrados pela comerciante Soraya Fonseca que, assim que os encontrou, entrou em contato com a vigilância sanitária, que constatou que os animais foram mortos a pauladas e machadadas.

Dos seis cães encontrados, dois estavam bastante feridos e foram rapidamente socorridos e encaminhados para o Canil Municipal de Piedade. No entanto, um deles não resistiu aos ferimentos e morreu durante o trajeto.

Em uma entrevista cedida ao portal de notícias G1, a apicultora Kazuyu Takamune Mihara, tutora dos cãezinhos, disse que eles eram dóceis e amorosos e estavam sob sua responsabilidade há anos.

Tatá, Kuro, Pingo e King, Shiru e Pretinha tinham o costume de sair para passear e voltar para casa no começo da noite. “Eles saíam rapidinho, mas sempre voltavam. Dormiam em casa, com a gente. Eram muito carinhosos e gostavam de brincar juntos”, relatou Kazuyu.

Foi após assistir o noticiário e ver a reportagem sobre os cãezinhos mortos que a apicultora teve certeza de que se tratavam de seus cachorros que haviam saído na noite de segunda-feira, 09, e não haviam retornado para casa.

A responsável pelos animais registrou um boletim de ocorrência sobre o caso na delegacia da cidade e até o momento a Polícia Civil analisa as câmeras de segurança de estabelecimentos próximos para conseguir identificar e localizar os culpados.

Crime

No Brasil, crimes contra animais estão previstos na lei 9.605 de 1998. Uma vez acusado, o responsável pode ser punido com multa e até um ano de detenção. No entanto, em uma entrevista à Agência de Notícias de Direitos Animais, o advogado criminalista e consultor da ANDA Sérgio Tarcha explicou que existe um novo projeto que torna a pena de crimes de maus-tratos mais rigorosa.

Segundo Tarcha, apesar de trazer avanços, crimes contra animais ainda não são vistos com gravidade pela Justiça. “A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, 11.210/18, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, disse.


Gratidão por estar conosco! Você acabou de ler uma matéria em defesa dos animais. São matérias como esta que formam consciência e novas atitudes. O jornalismo profissional e comprometido da ANDA é livre, autônomo, independente, gratuito e acessível a todos. Mas precisamos da contribuição, independentemente do valor, dos nossos leitores para dar continuidade a este imenso trabalho pelos animais e pelo planeta. DOE AGORA.


 

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