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Peste suína condena cerca de 8 milhões de porcos à morte

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Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) apontam que cerca de 8 milhões de porcos foram mortos em países asiáticos para conter a propagação da peste suína africana, doença altamente contagiosa que surge principalmente nas condições de confinamento em que estes animais são mantidos para consumo humano.

O país líder no ranking de morte de porcos é o Vietnã, com 6 milhões, também considerado um dos piores lugares do mundo em relação ao bem-estar animal e a condições sanitárias para a produção de carne. Informações fornecidas pelo Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural vietnamita afirmam que a peste suína atingiu 667 distritos em 63 cidades.

A FAO afirma também que há epicentros nas Filipinas e na Coreia do Sul. Em toda a Ásia, estima-se que existam 4.992 focos do vírus causador da epidemia. Na China, mais de 1 milhão de porcos foram mortos. Há outras denúncias de extermínio na Indonésia, Laos, Coreia do Norte, Timor Leste, Mongólia e Camboja.

Organizações defensoras dos direitos animais afirmam que muitos destes países criam animais clandestinamente em condições desumanas e temem que número de mortes seja ainda maior que o estimado. Os métodos os utilizados para sacrificar os animais vão desde enterrá-los vivos a incinerá-los ou matá-los em câmaras de gás.

Responsabilidade humana

A peste suína africana começou a se alastrar pela Ásia em agosto de 2018. Entre os países com mais animais contaminados pela doença estão China, Vietnã, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Filipinas, Mongólia, Camboja, Laos e Mianmar.

E a proliferação da doença é uma consequência da massiva criação de porcos para consumo, já que milhões de animais são mantidos em condições de superlotação e precariedade sanitária para que suas carnes sejam consumidas no mercado interno e exportadas para o mundo todo.

A China responde por 51% da produção mundial de carne suína – matando mais de 700 milhões de porcos para consumo por ano. Esse cenário de alta produtividade e confinamento intensivo favorece o surgimento de doenças, já que são consequências da modernização no processo de industrialização da agricultura animal.

Um relatório da ONU de 2017 aponta que 70% das novas doenças estão relacionadas à criação e consumo de animais.

A doença

Porcos contaminados com a doença sofrem profundamente com dores, hemorragias intensas, vômitos, diarreia, falta de apetite e problemas de desenvolvimento. Porcas gestantes podem dar à luz a porquinhos sem vida ou extremamente doentes. O ciclo da doença é que ele piore até causar a morte do animal de forma absolutamente agonizante.


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