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Médico envolvido com rinha de cães teve que pagar quase R$ 60 mil de fiança

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A fiança cobrada do médico Leônidas Bueno Fernandes Filho, segundo Termo de Audiência de Custódia, foi a de valor mais alto entre todos os 41 presos


O médico Leônidas Bueno Fernandes Filho teve que pagar R$ 59.880,00 de fiança para sair da cadeia após ser preso por envolvimento em uma rinha de cães em Mairiporã, no interior de São Paulo.

Foto: Reprodução/Cremego

Um parente do médico, que preferiu não se identificar, disse que ele deixou a prisão e se dirigiu a Goiânia (GO), onde mora. A opinião do familiar é de que Leônidas é inocente e estava no lugar errado quando foi preso.

“O que eu ouvi de terceiros é que ele tinha ido participar de outra modalidade de competição e estava junto do pessoal e acabou que foi detido também. Ele gosta de modalidades como escalonamento e saltos, que estava tendo lá simultânea a essa. Ele não participa de rinha”, afirmou ao G1.

A fiança cobrada de Leônidas, segundo Termo de Audiência de Custódia, foi a de valor mais alto entre todos os 41 presos. No documento, o juiz André Luiz da Silva da Cunha diz que “os fatos atribuídos aos autuados são repugnantes” e que “os cães eram colocados para brigar até a morte”. O magistrado afirma, porém, que os presos são primários, têm residência fixa e que a liberdade deles não coloca a ordem pública em risco.

A Polícia Civil afirmou que o médico e um veterinário eram os responsáveis por reanimar os cachorros feridos após as brigas.

Na decisão que determinou a soltura de Leônidas, o magistrado solicita que um ofício seja encaminhado ao Conselho Regional de Medicina de Goiás (Cremego) para informar sobre a prisão, com uma cópia do boletim de ocorrência anexada.

Câmara aprova moção de repúdio

Em votação realizada na terça-feira (17), a Câmara Municipal de Goiânia aprovou uma moção de repúdio por meio da qual pede que o registro de médico de Leônidas seja suspenso imediatamente junto ao Cremego.

Foto: Marcelo Assunção/TV Globo

A moção foi proposta pelo presidente da Comissão de Proteção, Direitos e Defesa dos Animais da Câmara, o vereador Zander Fábio (Patriota), e assinada por 24 parlamentares.

“[O sentimento é de] indignação total ao saber o modo como eles agiam. Parece uma seita porque eles comiam [os cães] em forma de churrasco e davam as outras partes para os animais”, disse ao G1.

O vereador conta, no documento, que 19 cães feridos e um morto foram encontrados no local e que a situação, “digna de um filme de terror”, comoveu até os policiais.

A assessoria de imprensa do Conselho Regional de Medicina em Goiás não quis comentar o assunto.


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