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Ativistas organizam manifestações para pedir justiça para cães explorados em rinha

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Manifestações serão realizadas na cidade de São Paulo e em Curitiba, no Paraná


O caso dos cachorros explorados em uma rinha em Mairiporã, no interior de São Paulo, revoltou o país e levou ativistas pelos direitos animais a organizarem manifestações para pedir justiça.

Foto: Marcelo Assunção/ TV Globo

Na cidade de São Paulo, os manifestantes vão se reunir no próximo domingo (22), no vão livre do Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (MASP), na Avenida Paulista. O protesto se iniciará às 14h.

Em Curitiba, a manifestação será realizada neste sábado (21). Os ativistas vão se manifestar na Praça Santos Andrade, às 10h.

Há atos confirmados para o sábado (21), às 10h, também em Brasília, na Feira da Torre, no Rio de Janeiro, no posto 5 de Copacabana, e em Recife (PE), no II Jardim de Boa Viagem.

O pedido por justiça dos manifestantes, no entanto, dificilmente será atendido. Conforme explica o advogado Sérgio Tarcha, as pessoas envolvidas na rinha de cães foram enquadradas na lei 9.605/98, cuja pena é de 3 meses a 1 ano de detenção. “É um crime de menor potencial ofensivo. Eles vão responder um processo, mas, cabe, inclusive, a transação penal (cumprimento de pena alternativa), eles podem ser beneficiados pela lei 9.099/95. Podem nem ser processados, eles vão optar por uma transação penal, por uma cesta básica e está resolvido”, disse.

“A pena, hoje, é de 3 meses a 1 ano de detenção, ou seja, é nada. A lei que regula a matéria é a lei de crimes ambientais, 9.605/98, a nova lei, que já foi aprovada pelo senado eleva para 1 a 4 anos de detenção, mais a multa. Ainda continua muito branda a legislação, em outros países é muito mais severo”, completou.

Entenda o caso

A Polícia Civil desarticulou uma rinha de cachorros em Mairiporã (SP) neste sábado (14). Quarenta e uma pessoas foram presas e 19 cães foram resgatados, todos da raça pit bull. Um cão foi encontrado morto e outro assado para consumo.

Dois apostadores peruanos, dois mexicanos e um norte-americano foram presos. Um policial militar também foi detido. Todos foram encaminhados à Delegacia de Crimes Contra o Meio Ambiente.

A Justiça, no entanto, determinou a soltura de 40 dos 41 presos, mantendo a prisão apenas do suspeito de organizar a rinha. Eles irão responder pelos crimes de maus-tratos a animais com agravante de morte, prática de jogos de azar e associação criminosa.

Os cachorros resgatados foram encaminhados para entidades de proteção animal. Além deles, animais silvestres também foram retirados do local.


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  1. E em São Paulo?
    Como podemos nos mobilizar e organizar o manifesto em frente ao MASP?
    Se a Justiça quer fechar os olhos para este crime, nós não queremos.

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