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Elefanta Lady começa a se adaptar à nova vida em santuário no Mato Grosso

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Lady viajou durante cinco dias e percorreu 3,2 mil quilômetros para chegar ao Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso


A elefanta Lady, que foi explorada por circos durante décadas e viveu seus últimos anos presa em um zoológico de João Pessoa (PB), está se adaptando ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), seu novo lar.

Reprodução/Facebook/Santuário de Elefantes Brasil

Lady chegou ao santuário na sexta-feira (29), após viajar durante cinco dias e percorrer 3,2 mil quilômetros dentro de um contêiner. A elefanta viajou da Paraíba ao Mato Grosso.

De acordo com o santuário, a adaptação da elefanta tem sido “muito emocionante para todos”. Através das redes sociais, o SEB tem abordado a rotina da nova moradora. As informações são do portal OP9.

Lady vivia em um zoológico desde 2013, quando foi entregue aos cuidados da Prefeitura de João Pessoa. Ela foi resgatada de um circo europeu que passava pela cidade. Nascida em cativeiro, a elefanta nunca conheceu a vida em liberdade e foi explorada por circos durante aproximadamente 40 anos.

Em junho de 2019, um inquérito civil aberto pelo Ministério Público Federal (MPF) passou a investigar as condições nas quais a elefanta era mantida. O caso passou a ser investigado graças a denúncias de maus-tratos feitas por ONGs.

Um laudo técnico solicitado pelo MPF e pela Procuradoria da República na Paraíba apontou que a elefanta estava com a saúde comprometida e que o zoológico não oferecia estrutura adequada para abrigá-la. Diante disso, ONGs passaram a pedir que Lady fosse levada para o santuário.

O pedido das entidades foi reforçado pela presidente da Comissão de Direito Animal da OAB-PB, Marília Meira, que, na época, afirmou que Lady deveria ser liberada “para que viva com seus pares”. “Não é porque ela nasceu e viveu isolada que tem que morrer assim”, disse Marília.

Em audiência realizada no dia 30 de outubro, a transferência da elefanta foi determinada. A Justiça estipulou um prazo de 45 dias para que o animal fosse levado ao santuário. ONGs de proteção animal e representantes da Secretaria de Meio Ambiente (Semam), do Ibama e do santuário participaram da audiência.


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