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Brasil lidera demanda por leites vegetais na América do Sul

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A ascensão do veganismo e questões relativas à saúde da população são as responsáveis pelo crescimento do interesse do público por leites vegetais


O Brasil lidera a demanda por leites vegetais na América do Sul. O crescimento da procura desses alimentos por parte dos consumidores se deve à ascensão do veganismo e ao crescimento de doenças alérgicas e da intolerância à proteína de leites de origem animal.

Leite de amêndoas (Foto: Reprodução/Pixabay/Couleur/Imagem Ilustrativa)

De acordo com um estudo da, Mordor Intelligence, 85% dos brasileiros foram diagnosticados com algum nível de intolerância à proteína do leite de origem animal, ante 69% dos chilenos e 60% dos argentinos.

Além das questões éticas relativas à exploração e morte de animais, consumidores têm optado por leites vegetais também por questões de saúde. De acordo com um levantamento feito pela rede de supermercados britânica Sainsburys, aproximadamente 70% dos consumidores estão alterando seus hábitos alimentares para prevenir doenças como obesidade, diabetes e colesterol.

As causas ambientais e a conscientização acerca da exploração e da crueldade imposta aos animais também têm motivado as pessoas. Outro estudo feito pela Sainsburys, concluiu que um quarto da população britânica será vegetariana em 2025. As informações, publicadas no portal Terra, são da DINO.

Com o crescimento da demanda brasileira por leites vegetais, investimentos estão surgindo. De acordo com a Consultoria Mordor intelligence, mais de US$ 600 milhões devem ser movimentados pelo mercado brasileiro em 2020.

A empresa Vida Veg é uma das que estão apostando no crescimento do veganismo. No final deste ano, a companhia deve inaugurar a maior e mais moderna fábrica do país de produtos frescos feitos a partir de vegetais. A Vida Veg oferece aos consumidores iogurtes, shakes, queijos, requeijões e uma nova linha de leites vegetais nos sabores coco, amêndoas e castanha de caju.

De acordo com o diretor executivo da empresa, Anderson Rodrigues, lácteos de origem vegetal produzem menor impacto ao meio ambiente quando comparados aos de origem animal.

“A produção de cada litro de leite de amêndoas ou de coco demanda 70% menos água em comparação ao leite de vaca, além de não precisar explorar nenhum animal”, disse.

A Violife, de origem grega, é uma multinacional que também comercializa produtos vegetais. Atualmente, a empresa vende queijos como mozzarela, prato, parmesão e feta. Livres de ingredientes de origem animal, os queijos da Violife estão entre os mais consumidos nos Estados Unidos e figuram entre as 20 marcas de queijo mais vendidas no Reino Unido em 2018, sendo o primeiro queijo vegano presente na pesquisa da The Grocers.

“O mercado brasileiro apresenta um grande potencial no atual cenário e certamente o consumidor vai gostar dos nossos produtos. No teste cego, é muito comum confundirem com o queijo de origem animal”, disse Paulo Treu, diretor da Global Picks Brasil, empresa responsável pela venda no país.


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