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Mortalidade de corais cresce 10 vezes na Bahia após vazamento de óleo

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Um estudo também registrou uma diminuição na diversidade de espécies de 88 para 47, em média


A mortalidade de corais registrada em outubro no litoral da Bahia, após o vazamento de óleo que atingiu a costa brasileira, aumentou dez vezes, segundo estudo do Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

(Raul Spinassé/Folhapress)

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores compararam dados coletados em outubro com números registrados em abril. O estudo foi liderado pelo professor Francisco Kelmo, diretor do instituto. As informações são do portal UOL.

A taxa de branqueamento dos corais, que atinge entre 5% e 6% dos organismos anualmente, subiu para 52% nos recifes das regiões da Praia do Forte, Itacimirim, Guarajuba e Abaí, segundo biólogos da UFBA.

“O branqueamento é uma forma de se reconhecer que o coral está doente. Ele perde sua cor natural e fica esbranquiçado, indicando que seu corpo não está funcionando corretamente. Na área estudada, o branqueamento pode ocorrer por excesso de exposição à radiação solar ou quando há elevação da temperatura da água do mar. Mas, neste caso, apenas a presença do óleo cru foi detectada”, explicou Kelmo ao UOL.

“Se o coral morre, parte do recife morre com ele. Se esta mortalidade for elevada, o ambiente entra em declínio, e as espécies perdem sua casa e alimento”, completou.

Além do aumento nas mortes de corais, o estudo registrou diminuição na diversidade de espécies de 88 para 47, em média, e queda no número de organismos vivos nos recifes de 446 para 161.

“Este números indicam que houve perda de patrimônio natural: redução no número de animais, redução na diversidade de animais e aumento das doenças/mortalidade nos corais. Assim, compromete a cadeia alimentar, causa desequilíbrio ecológico, e precisa ser monitorado continuamente pelos próximos 6 meses”, explicou o estudo.

O estudo cita como organismos vivos os “invertebrados bentônicos”, que são animais sem vértebras, como camarões, ostras e mexilhões, que moram no fundo do recife, presos aos corais, ou que se movem sobre ele. Os pesquisadores analisaram amostras de 35 metros quadrados por praia e apresentaram valores referentes à média de espécies e animais.

Os pesquisadores fazem esse levantamento todos os anos desde 1995 por meio do Centro de pesquisa em Ecologia Marinha e Costeira (Cepemac), órgão vinculado ao Instituto de Biologia da UFBA.

“O óleo é uma substância muito tóxica, com vários componentes danosos a saúde dos animais (benzeno, xileno, tolueno, metais pesados, etc)… estes compostos podem matar os animais por asfixia (falta de ar) ou envenenamento alimentar. Quando não mata os animais, causa doenças que enfraquecem a reprodução ou impedem os animais de executarem suas funções diárias corretamente, levando-os ao adoecimento seguido por morte, de curto ou de longo prazo”, concluiu o pesquisador.


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