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Inpe vai investigar se manchas no litoral são óleo ou piche

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Mais de 640 locais foram atingidos pelas manchas no Nordeste e no Sudeste


O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) vai investigar se as manchas encontradas no litoral do Nordeste e do Sudeste são óleo ou piche. Na segunda-feira (18), pesquisadores divulgaram, na sede do Inpe em São José dos Campos (SP), um estudo sobre o caso.

Mancha de óleo vista no litoral de Maragogi, em Pernambuco, no dia 17 de outubro (Foto: Diego Nigro/Reuters)

“As hipóteses científicas são: ele se transformou em pasta com o intemperismo ou foi lançado já como pasta. Esse estudo delimita as rotas e navios. O piche é transportado com um aquecimento para ser mantido na forma líquida e, se deu problema mecânico, pode ter soltado esse piche e ele endureceu no mar”, disse o oceanógrafo Ronald Buss de Souza, integrante do grupo. As informações são do G1.

Os cientistas explicaram que os navios transportadores de piche fazem a rota Espanha-Argentina e navegam por uma região em comum, nas proximidades da costa brasileira, com as embarcações que transportam petróleo da Venezuela para a África do Sul.

O ponto de hipótese da pesquisa é justamente o local onde os trajetos das embarcações se encontram.

“O navio Vital de Oliveira está no mar para prospectar essa área que listaram buscando amostrar em áreas prioritárias. A tese mais plausível é que um navio tanque tenha ejetado esse material para mar aberto. Quem fez isso não tinha ideia das consequências ambientais do que estava fazendo”, explicou o oceanógrafo.

É provável, segundo os pesquisadores, que o vazamento tenha ocorrido há cerca de três meses. O material não deve chegar ao litoral de São Paulo. “O óleo não vai mais chegar pela superfície. É como os coliformes fecais. Vamos ter que checar com micropartículas”, disse Ronald Buss de Souza.

Coordenador do grupo, o pesquisador Paulo Nobre explica que “o Inpe vai acolher os vários conhecimentos desses pesquisadores para que isso em conjunto nos permita responder. A prevenção é a melhor forma de recuperação”.

Até o momento, mais de 640 locais foram atingidos pelas manchas no Nordeste e no Sudeste. O último levantamento feito pelo Ibama apresenta dados obtidos até 17 de novembro.

A substância, que tem devastado o meio ambiente e tirado a vida de animais marinhos, foi identificada como petróleo cru e é a mesma em todos os locais.

Tamanbaba e Gramame, na cidade de Conde, e a Praia Bela, em Pitimbu – regiões localizadas na Paraíba – teriam sido os primeiros locais a serem atingidos pelas manchas em 30 de agosto. No entanto, investigações indicam a possibilidade de que a primeira mancha no oceano tenha aparecido em 29 de julho, a 733 km da costa paraibana.

Na sede do Inpe, o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCTIC) anunciou, durante evento realizado nesta semana, que o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) ficará responsável por financiar pesquisas para minimizar os danos ambientais de áreas atingidas pelo óleo.


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