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Óleo chega a manguezais e atinge caranguejos no Nordeste

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Um dos locais afetados é considerado um berçário natural rico em biodiversidade


Com a chegada do óleo as praias do Nordeste a estuários de rios e manguezais, os caranguejos também acabaram atingidos. Em Pernambuco, no Rio Massangana, no Cabo de Santo Agostinho, imagens dos animais foram feitas pelo professor do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (UPE), Clemente Coelho Júnior.

Clemente Coelho Júnior/Reprodução

O local é considerado um berçário natural rico em biodiversidade. Área de transição onde a água salgada do mar encontra a água doce do rio, o local é abrigo de caranguejos. Esses animais agora encontram material tóxico quando tentam se alimentar. As informações são do G1.

Além dessa região, foram afetados também o Rio Persinunga e Rio Una (São José da Coroa Grande), Rio Maracaípe (Ipojuca), Rio Massangana (Cabo de Santo Agostinho), Rio Sirinhaém (Sirinhaém), Porto do Recife (Recife), Rio Paratibe (Paulista), Rio Doce (Olinda) e o Rio Jaguaribe e Canal de Santa Cruz (Ilha de Itamaracá).

De acordo com Júnior, o impacto no mangue é inestimável. “Essas raízes são extremamente importantes para a árvore, são raízes respiratórias. Uma vez que são recobertas por óleo, ocorre o sufocamento dessas raízes, consequentemente prejudicando a árvore. Não existe protocolo, no mundo, de limpeza de óleo no mangue”, disse o pesquisador.

De acordo com o ex-ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, assim que soube do derramamento de óleo, o governo não fez o que deveria: usar o plano contra vazamento.

“No dia seguinte, o ministério deveria solicitar as fotos do Inpe, as fotos dos satélites e a marinha tinha que ver as rotas dos navios na região. Não era para ver isso um mês depois, mas sim no dia”, disse Carlos Minc ao portal Brasil de Fato.

“Ao invés de colocar esse plano em prática, eles começaram, cinco semanas depois, a colocar todas  as fichas em cima de um inimigo externo. Isso parece ser uma obsessão desse governo. Então, ele esvazia e desacredita os órgãos de fiscalização. Eles tinham que ter chamado os cientistas e os oceanógrafos para um comitê de crise. O Salles não sabe de nada. No decreto de 2013 eu contei onze pontos que não foram cumpridos”, completou.


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