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Estudo revela dados alarmantes sobre o tráfico mundial de animais selvagens

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Foto: Z.X. Zhang
Foto: Z.X. Zhang

Pesquisadores divulgaram estatísticas alarmantes mostrando o alcance enorme da escala do comércio global de vida selvagem em seguida do Dia Mundial dos Animais – um dia internacional de ação que tem como objetivo aumentar a conscientização sobre os direitos e o bem-estar dos animais.

Um estudo publicado na revista Science descobriu que pelo menos uma em cada cinco espécies de vertebrados – animais com espinha dorsal – são comprados e vendidos no mercado de vida selvagem.

Uma equipe de pesquisadores, liderada por Brett Scheffers da Universidade da Flórida e Brunno Oliveira da Universidade Auburn em Montgomery, sugere que essa estimativa está entre 40% e 60% superior que os dados anteriores.

O comércio de animais selvagens é uma indústria multibilionária que estimula a captura de animais em todo o mundo para serem vendidos como animais domésticos ou mortos para serem transformados em vários produtos, como carne, remédios tradicionais e até móveis.

Os cientistas sabem que esse comércio representa uma séria ameaça à vida selvagem do planeta; no entanto, se sabe ainda muito pouco sobre sua escala e as implicações exatas para a biodiversidade global.

Para tentar esclarecer essa questão, a equipe examinou quase 32 mil espécies de aves, mamíferos, anfíbios e répteis usando dados da Convenção sobre Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas de Flora e Fauna Silvestre (CITES) e da União Internacional para Conservação da Natureza Lista Vermelha (IUCN).

Eles descobriram que 5.579 das espécies estudadas – 18% do total – estão sendo comercializadas internacionalmente. Os autores observam que o comércio tem um impacto particularmente grande em certos grupos – como pássaros e mamíferos – e também em espécies ameaçadas. Além disso, seus impactos são sentidos mais severamente em algumas partes do mundo do que em outras.

Usando um modelo especialmente desenvolvido, os pesquisadores também previram que mais de 3 mil das espécies estudadas que atualmente não são comercializadas podem estar em risco no futuro, devido às semelhanças com animais já envolvidos no mercado.

A equipe também sugere que quase 9 mil espécies possam estar em risco de extinção em breve, destacando a necessidade de estratégias de conservação para enfrentar o impacto do comércio global.

Além dessas descobertas preocupantes, outro estudo realizado por especialistas da World Animal Protection, sem fins lucrativos, revelou a escala do comércio global de animais em relação a dez espécies de animais africanos que estão sendo particularmente afetadas.

O relatório revela que, entre essas dez espécies, 2,7 milhões de animais foram legalmente comercializados entre 2011 e 2015. A maioria está sendo capturada na natureza e criada em fazendas comerciais para serem trocadas por sua pele e vendidas como animais de estimação.

O relatório divide esses animais entre os “Big Five” e os “Little Five”. Os primeiros são o crocodilo do Nilo, o lobo-marinho da capa, a zebra de montanha de Hartmann, o elefante africano e o hipopótamo comum.

Estes últimos são o pitão, o papagaio-cinzento, o escorpião-imperador, a tartaruga-leopardo e o lagarto-monitor da savana.

O relatório destaca o imenso sofrimento pelo qual essas espécies estão passando, desde a captura traumática inicial, condições de exportação restritas, condições ruins de cativeiro, morte e tratamento inadequado quando vendidos como animais domésticos exóticos.

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