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Mancha de petróleo se aproxima do Norte após atingir 105 praias do Nordeste

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Uma mancha de petróleo, de um tipo que não é produzido no Brasil, atingiu 105 praias de 48 municípios em oito estados e se aproxima do Pará, no Norte. Mais de dois mil quilômetros foram atingidos no litoral do Nordeste.

Trata-se de um acidente sem precedente no Brasil, segundo a coordenadora de Emergências Ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Fernanda Pirillo.

(Reprodução/TV Gazeta)

Até o momento, seis tartarugas-marinhas e uma ave foram encontradas mortas, além de um boto. De acordo com a bióloga Liana Queiroz, do Instituto Verde Luz, muitas tartarugas com resquícios de óleo pelo corpo foram devolvidas ao mar. Para Liana, uma possibilidade que pode explicar a tragédia que causa impactos devastadores à natureza seria a de que o vazamento de óleo aconteceu nas Bahamas, após os depósitos serem atingidos pelo furacão Dorian. As informações são do Estadão.

Já na opinião do professor Marcus Silva da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o óleo advém da lavagem de tanques de navios no oceano, em local distante da costa. “Nesta época, o vento flui do sudeste para noroeste e pode estar empurrando as manchas do mar para a terra. Acho muito improvável que o óleo tenha vindo das Bahamas, pois o padrão de circulação dos ventos não favorece esse deslocamento”, disse.

Dois barris de óleo foram encontrados na costa do Sergipe, que tem sido monitorada por equipes de meio ambiente locais, Ibama e Marinha. Os objetos foram encontrados em uma praia no município da Barra dos Coqueiros e na Praia Formosa. Um dos barris estava aberto. A suspeita é de que ele não tenha sido levado pelo mar, mas sim colocado na Barra.

A Petrobras disse que não produziu o óleo vazado, mas que está colaborando com a limpeza das praias. Caso o responsável pelo crime ambiental seja identificado, ele poderá ser punido com multa de até R$ 50 milhões e poderá responder pelo ato na Justiça.

As primeiras manchas – que, segundo o ICMBio, tratam-se de hidrocarboneto – foram encontradas no início de setembro. Amostras estão sendo recolhidas pelo Instituto e pela Marinha.

Na quinta-feira (26), a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Ceará fez um sobrevoo de cinco horas pelo litoral e afirmou que não foram encontradas mais manchas em uma faixa de até 12 quilômetros da costa. No Maranhão, porém, os registros aumentaram.

Ferramentas específicas devem ser usadas durante a coleta do óleo, que não deve ter contato com os banhistas, conforme explicou o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema). O objetivo é prevenir irritações e processos alérgicos, especialmente na mão, nos olhos e na boca.


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