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Multinacionais querem boicotar soja, carne e couro do Brasil por conta de queimadas

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O desmatamento e as queimadas na Amazônia levaram multinacionais e países a ameaçar boicotar a soja, a carne e o couro do Brasil. Caso isso realmente aconteça, a suspensão da compra dos últimos dois itens representará um boicote positivo do ponto de vista dos direitos animais, já que são produtos repletos de crueldade.

A Mowi, empresa norueguesa que explora e mata peixes para consumo, anunciou na última quarta-feira (28) que estuda suspender a compra de soja do Brasil, usada para alimentar os animais, caso as queimadas não sejam controladas.

Foto: Araquém Alcântara

“O tratamento da Amazônia é inaceitável. A Mowi vai ter de considerar encontrar outras fontes para abastecer seu material, a menos que a situação melhore”, afirma nota da empresa, assinada pela diretora de Sustentabilidade da norueguesa, Catarina Martins. “É importante que nós e todos que compram bens de consumo do Brasil deixem claro que a floresta precisa ser preservada”, completa. As informações são do portal UOL.

Em 2018, 350 mil toneladas de ração foram fabricadas no país. Desse montante, 12% é composto por soja, grande parte comercializada pelo Brasil. A soja é o produto brasileiro mais importado pela Noruega também, totalizando quase US$ 111 milhões em 2018, o que representa 14% do total da exportação para a Noruega.

A Nestlé também anunciou que deve reavaliar as práticas de seus fornecedores. “Estamos revisando nossa compra de subprodutos de carne e cacau da região [da Amazônia] para garantir que ela esteja alinhada com nosso Padrão de Fornecimento Responsável e vamos tomar ações corretivas quando necessário”, declara a empresa, que também compra óleo de palma e soja explorados na floresta amazônica.

“Estamos profundamente preocupados com os incêndios na floresta amazônica”, diz a Nestlé.

O conglomerado norte-americano VF Corp, dono de marcas como Timberland, Kipling e Vans, anunciou na terça-feira (27), através do Centro das Indústrias de Curtumes do Brasil (CICB), que estava suspendendo a compra de couro do Brasil por conta da destruição da Amazônia. No entanto, no dia seguinte a organização retirou a nota do ar e afirmou que a exportação se manteria igual.

Na quinta-feira (29), a Folha de S. Paulo publicou um posicionamento da empresa sobre o caso. “A VF Corporation e suas marcas decidiram não seguir abastecendo diretamente com couro e curtume do Brasil para nossos negócios internacionais até que haja a segurança que os materiais usados em nossos produtos não contribuam para o dano ambiental no país”, afirma, por meio de nota.

Além das multinacionais, a Finlândia pediu que a União Europeia estudasse a ideia de banir a importação de carne do Brasil. “O ministro das finanças Mika Lintila condena a destruição na floresta amazônica e sugere que a União Europeia e a Finlândia urgentemente analisem a possibilidade de banir a importação de carne brasileira”, diz comunicado do ministério das finanças da Finlândia. Em 2018, a Finlândia importou US$ 2,26 milhões em carne brasileira. O montante importado por todo bloco europeu chega a US$ 476 milhões.


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