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Exportadora de “carga viva” é processada por crueldade contra animais na Austrália

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Por David Arioch

Relatório revelou taxa de 3,76% de animais mortos nas exportações da Emanuel (Foto: Reprodução)

A empresa Emanuel Exports está sendo processada por violar as leis de bem-estar animal na Austrália após deixar mais de 2,4 mil ovelhas morrerem de calor em a caminho do Oriente Médio em agosto de 2017. Um vídeo que foi ao ar no programa 60 Minutes, da CBS, mostrou as terríveis condições em que os animais eram transportados.

A ação é uma iniciativa do Departamento de Indústrias Primárias e Desenvolvimento Regional da Austrália Ocidental. No processo, a empresa e dois ex-diretores são acusados de crueldade contra animais.

De acordo com informações do The Guardian, os dois diretores, incluindo o ex-diretor administrativo Graham Daws, deixaram a empresa no ano passado, ao mesmo tempo em que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos anunciou que estava revisando a licença de exportação da empresa. Mas eles ainda terão de comparecer ao tribunal.

Além de multa, caso diretores ou ex-diretores sejam condenados, eles podem ter de cumprir até cinco anos de prisão. O diretor-gerente da Emanuel Exports, Nicholas Daws, que assumiu o cargo de seu pai, Graham, em junho do ano passado, disse que a empresa “defenderia vigorosamente a questão no tribunal”.

A investigação estadual começou em fevereiro de 2018 e foi motivada por um relatório que revelou taxa de 3,76% de animais mortos nas exportações da Emanuel. Agora, entre as exigências do governo, está a obrigatoriedade de um observador independente em todos os navios de exportação de animais vivos para o Oriente Médio.

A ministra da Agricultura da Austrália Ocidental, Alannah MacTiernan, alertou os exportadores em 2017, após a morte de mais de três mil ovelhas no navio de exportação de Emanuel, Al Messilah, que o governo estadual poderia processar os exportadores de carga viva sob suas leis de bem-estar animal e faria isso se o episódio se repetisse.


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