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Número de animais desaparecidos aumenta devido no final do ano

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Com as comemorações de Natal e Ano Novo, fogos de artifício são soltos com bastante frequência. O barulho dos explosivos assusta os animais domésticos e faz com que muitos fujam, fazenda da época de fim de ano um período em que o número de cachorros e gatos desaparecidos aumenta.

A virada do dia 31 de dezembro para o dia 1º de janeiro é o momento de maior desespero para os animais. Com intensa soltura de fogos, eles são tomados pelo medo e, numa tentativa de encontrar um lugar seguro, muitos acabam fugindo de casa.

(Foto: Pixabay / Imagem Ilustrativa)

Para impedir que casos de fuga ocorram, medidas devem ser tomadas. É importante que o tutor não deixe o animal sozinho e proteja-o, além de colocar plaquinha de identificação nele para, em caso de desaparecimento, o reencontro seja facilitado.

Confira abaixo dicas da bióloga e especialista em comportamento animal Luiza Cervenka de Assis, publicadas no Estadão, para proteger os animais no Ano Novo.

Aromaterapia

A lavanda é uma essência relaxante para cachorros e gatos e tem um efeito semelhante ao rivotril, porém de forma natural. O óleo essencial pode ser comprado em farmácias e diluído em álcool de cereal. Ele deve ser passado apenas na caminha e locais onde o animal vai ficar, jamais diretamente nele. Confira como fazer no vídeo abaixo.

Musica relaxante 

No YouTube e no aplicativo Spotify há playlists específicas para cães, denominadas “Relax my dog”. Colocadas em alto volume, elas podem ajudar a criar um clima mais relaxante para o animal. Há a mesma opção para gatos, com o nome “Relax my cat”.

Alimento preferido

Dar ao animal a comida favorita dele pode ajudá-lo a relaxar, mudando o foco dele dos fogos para o alimento. Além de colocar a refeição num comedouro, é possível também comprar bolas nas quais se coloca ração e entregar para o animal brincar. Se o animal passar a comer enquanto os explosivos são soltos, ele pode começar a relacionar os estampidos com algo positivo, o que aliviaria o medo dele.

Ambiente adequado

Preparar um espaço adequado para o animal, com uma casinha na qual ele possa se abrigar, é uma boa opção. É interessante que a casinha seja colocada num ambiente em que seja possível fechar portas e janelas para abafar o som externo. Tire objetos de vidro ou de qualquer outro material que represente perigo e cubra quinas de móveis para evitar acidentes. Esteja atento, já que é comum animais tentarem fugir por portas e janelas de vidro.

Amarração de tellington touch ou colete contra medo

Tellington touch é uma técnica baseada em pontos específicos do corpo do animal e que, se treinada com antecedência, pode funcionar e relaxar o animal. Amarrar o animal apenas na hora dos fogos não resolve. Isso porque ele pode associar o pano a coisas negativas e reforçar o medo. Há, também, coletes contra o medo à venda, que fazem o animal se sentir abraçado e protegido, mas que não pode ser usado em animais que odeiam roupas.

Companhia

Sair de casa para comemorar a virada do ano, deixando o animal sozinho, não é uma boa opção. Levá-lo para ambientes externos, como a rua ou a praia, também não é adequado, pois ele se sentirá desprotegido e pode fugir. O ideal é que o tutor esteja em casa com o animal, já que sozinho ele sentirá ainda mais medo. Se for para sair, o indicado é que a família saia quando os fogos já tiveram acabado e o animal estiver calmo.

Acalme o animal com a sua respiração

O tutor deve respirar profundamente para que seu coração bata mais devagar. Com isso, o cachorro deve regular com o estado do tutor e se acalmar. Se o animal permitir, é indicado colocá-lo próximo ao peito do tutor para que ele sinta as batidas do coração. No entanto, se ele não quiser, não se deve forçá-lo.

Sem sedativos

Sedar o animal não é uma opção. Ele não irá aprender a lidar com a situação e, numa próxima vez, só ficará pior. O sedativo pode também não funcionar, fazer efeito reverso e excitar ainda mais o animal ou, em caso de animais predispostos a isso, pode até mesmo levar a uma parada cardíaca. Além disso, o animal pode acordar durante a soltura dos fogos e ficar ainda pior do que estava antes de tomar a medicação.

Plaquinha de identificação

Assustados, muitos animais fogem de casa no final do ano. Por isso, identificá-los para permitir que seja mais fácil encontrá-los é necessário. A identificação pode ser feita por microchip, em clínicas veterinárias, ou através de plaquinhas de identificação – método mais rápido e barato, com custo médio de R$ 30. Mesmo em caso de animais que vivem em apartamentos ou casas que não aparentam ter rotas de fuga, é importante fazer a identificação por precaução, já que imprevistos e acidentes podem ocorrer.

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