• Home
  • Mais de 800 galos explorados em rinha podem ser mortos em MT

Mais de 800 galos explorados em rinha podem ser mortos em MT

0 comments

Mais de 800 galos explorados em uma rinha em Mato Grosso podem ser mortos. A Justiça afirma não haver local para abrigar os animais e se nega a colocá-los para adoção, preferindo por tirar a vida dos galos.

O juiz da Vara Especializada do Meio Ambiente, Rodrigo Curvo, afirmou que os galos não podem ser doados porque foram “submetidos a tantos traumas durante suas vidas e que vivem em constante estado de estresse” que se forem soltos viveriam em “constantes brigas entre si, pois foram criados, desde o nascedouro, em ambiente de lutas”. O magistrado lembrou que perícia constatou que os animais “foram mutilados de forma dolorosa e constante”.

Foto: Polícia Civil-MT/Assessoria

De acordo com Curvo, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema), localizada dentro do prédio da Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), não tem estrutura física para abrigar os galos. As informações são do portal G1.

“Como exigir que a autoridade policial fique com a guarda dos animais? Onde colocá-los? Devolver para o criminoso que tenta, inclusive, justificar sua conduta sob o manto de uma atrapalhada portaria que não sobreviveu sequer cinco dias? Ora, quem milita nesta orbe, ainda que não seja nas causas ambientais, deve saber que a malfadada portaria não sobreviveu por ser uma apologia à prática de maus tratos”, afirmou o juiz.

A crueldade praticada contra as aves também foi exposta pelo magistrado, que comparou a rinha de galo com a farra do boi. “Divertimento sanguinário, exemplo cabal de seviciamento animal voltado exclusivamente ao deleite de assistentes pervertidos, cujo êxtase se elevava na medida em que o animal seviciado mais sofria, se enervava e desesperava, acabou sabiamente proibida por decisão judicial tornada definitiva”, disse.

Resgate

Os galos foram resgatados durante a operação “Sem Saída”, realizada pela Polícia Federal, em uma propriedade em Santo Antônio do Leverger. No local, foram apreendidas armas de fogo.

Ao se deparar com uma rinha, os agentes acionaram a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) e o Batalhão de Proteção Ambiental da Polícia Militar.

Segundo os policiais da Dema, a rinha onde os galos eram explorados é uma das maiores do Brasil. A propriedade na qual a rinha era realizada pertence ao ex-prefeito de Brasnorte, a 580 km de Cuiabá, Eudes Tarcísio de Aguiar.

Nota da Redação: a ANDA repudia a possibilidade apontada pela Justiça de extermínio dos galos e explica que os traumas sofridos pelos animais não são motivos para matá-los, pelo contrário, são razões para trabalhar em prol de dar uma vida digna a eles, ao invés de, após tanto sofrimento, impedi-los de viver. A adoção é, sim, um meio possível neste caso, bastando buscar adotantes responsáveis, comprometidos em cuidar dessas aves, oferecendo a elas um ambiente adequado e, se necessário, mantendo-as separadas para evitar possíveis brigas. A reabilitação, numa tentativa de tratar os problemas psicológicos adquiridos pelos galos devido aos maus-tratos, também é uma alternativa a ser considerada. Matá-los, no entanto, não pode ser visto como uma solução em hipótese alguma, já que seria uma escolha que colocaria em foco o interesse humano – neste caso, de se livrar dos animais – ao invés das necessidades dos galos – dentre elas, a de viver dignamente. 

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>