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Égua agoniza em Fortaleza (CE) e população não consegue ajuda de órgãos competentes

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Cavalo segundo os populares está com sinais de maus-tratos. — Foto: Anne Carneiro/Arquivo Pessoal

Uma égua amanheceu agonizando na Via Expressa (Avenida Almirante Henrique Saboia), próximo a Estação Mucuripe do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), na manhã da última quinta-feira (18). Segundo moradores da região, o animal ficou mais de cinco horas no local sem receber assistência de órgãos competentes, mesmo após os contatos feitos pelas pessoas que se mobilizaram para ajudar.

No início da tarde, Toinha Rocha, representante da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem Estar Animal, vinculada à Secretaria de Conservação e Serviços Públicos (SCSP), da prefeitura, informou que o animal está recebendo os primeiros socorros.

“Está recebendo soro. Estamos tentando conseguir um transporte e, depois um lar temporário para ele se recuperar. Após isso, o animal vai ser colocado para adoção. Caso não seja adotado, vai ser conduzido para a fazenda do governo do Estado, em Santa Quitéria. Tem muita gente envolvida para solucionar e salvar a vida do animal”, garantiu.

Estudante ajudou

A estudante de veterinária Anne Carneiro, que estava indo para a faculdade, viu o animal no chão, e parou para ajudar. “Todo mundo está muito aflito aqui. Estamos mobilizados para tirá-lo da pista e colocar no meio-fio. Ele está muito machucado, desnutrido e com fome”, disse.

O vigilante Régis Faria, que trabalha nas proximidades, informou que a égua aparenta ter sofrido maus-tratos. “Ela está muito debilitado, até tentou se levantar, mas caiu no chão novamente”, afirmou. Conforme populares, o animal chegou ao local sozinho.

Segundo a estudante de veterinária, as pessoas ligaram desde cedo para entidades públicas que poderiam resolver a situação, mas não tiveram resposta positiva para retirada do animal em nenhum deles. “Ligamos para vários órgãos responsáveis, como a Delegacia Ambiental, mas é cada um passando para o outro”, reclamou.

O Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA) também foi solicitado para a área, mas, segundo o subtendente Brasil, o efetivo não pode retirar o animal por não ter equipamentos grandes o suficiente para isso. “A gente não trabalha com animais de grande porte, porque a gente não tem como recolher”, informou.

Procurados pelo G1, o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), da Prefeitura de Fortaleza, afirmou que a ocorrência não é de competência dele por se tratar de animal de grande porte.

O Corpo de Bombeiros também foi procurado, mas até a publicação desta reportagem não houve resposta.

Fonte: G1

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