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Presença humana bloqueia elefantes com cercas elétricas no Quênia

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Várias partes do Quênia viveram um intenso desenvolvimento agrícola nas últimas décadas. Tradicionalmente nômade, o povo Maasai, do distrito de Kajiado, tem mudado seu estilo de vida para um mais permanente. Porém, as terras continuamente ocupadas por humanos são usadas por elefantes e outros animais selvagens há gerações. Eles precisam de comida, água e espaço para a migração.

Conflito gerado pela ocupação humana no Quênia | Foto: Pixabay

O documentário da Netflix The Ivory Game, lançado 2016, mostra cena com um grupo de pessoas Massai debatendo com um representante da Big Life, organização local que tenta mediar a relação entre comunidades e a conservação de espécies. No diálogo, o grupo ameaça matar os elefantes que “invadem” seu pedaço e prejudicam suas plantações. O representante da Big Life, então, promete esforços para que cercas elétricas sejam providenciadas. Assim, em teoria, as plantações estariam protegidas e nenhum elefante seria morto.

Investidores internacionais patrocinaram as cercas elétricas. O acesso dos elefantes as plantações foi reduzido em 90%. Porém, a agricultura e o acelerado crescimento industrial do Quênia toma mais e mais espaços. Além disso, as cercas geram impactos nos animais.

Não há regulamentação a nível mundial que dê instruções para o cercamento, mesmo quando utilizado para conservação de espécies. É possível que a ação deturpe rotas migratórias dos animais e, consequentemente, a transferência genética, já que altera as dinâmicas das populações.

Pesquisadores tentam apontar soluções como cercas temporárias ou que não interrompam completamente a passagem dos elefantes. Porém, é um caso em que o crescimento econômico em primeiro plano.

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