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Canários explorados em rinhas são resgatados no Rio Grande do Norte

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A Companhia Independente de Proteção Ambiental (CIPAM) resgatou, no último domingo (14), 150 canários explorados em rinhas na zona rural de São José do Seridó, no Rio Grande do Norte. Trinta pessoas foram conduzidas à delegacia. Entre elas, o vereador afastado da Câmara de Caicó, Lobão.

(Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativa)

A Associação Caicoense de Proteção aos Animais e Meio Ambiente (ACAPAM) utilizou as redes sociais para emitir nota de repúdio ao caso. “Um ato CRIMINOSO aos animais”, escreveu a ONG, que lamentou o caso e se colocou “ao lado da população e protetores locais de proteção aos animais”. A ACAPAM cobrou “providências dos órgãos competentes para investigar e punir quem praticou este ato criminoso e cruel”.

A entidade lembrou que as rinhas aprisionam animais e os submetem a lutas cruéis. A ACAPAM orientou ainda a população a denunciar casos de maus-tratos. “Qualquer ato de maus-tratos envolvendo um animal deverá ser denunciado na Delegacia de Polícia”, afirmou a entidade, que divulgou os contatos da polícia: 190, 84 99921-7064 e cipamcaico@hotmail.com. Em caso de flagrante ou risco de morte para o animal, a ONG pediu que o denunciante acione a polícia e “aguarde no local até que a situação esteja regularizada”.

No Facebook, a entidade reforçou que maus-tratos a animais é crime previsto na lei 9605/98 e no decreto 24645/34, conhecido como Decreto de Getúlio Vargas, que determina quais atitudes configuram maus-tratos.

“Sempre denuncie os maus-tratos. Essa é a melhor maneira de combater os crimes contra animais. Quem presencia o ato é quem deve denunciar. Deve haver testemunha, fotos e tudo que puder comprovar o alegado. Não tenha medo. Denunciar é um ato de cidadania. Ameaça de envenenamentos, bem como envenenamentos de animais, também podem e devem ser denunciados”, disse a ACAPAM, que ainda descreveu situações que configuram maus-tratos, sendo elas: “Abandonar, espancar, golpear, mutilar e envenenar; manter preso permanentemente em correntes; manter em locais pequenos e anti-higiênico; não abrigar do sol, da chuva e do frio; deixar sem ventilação ou luz solar; não dar água e comida diariamente; negar assistência veterinária ao animal doente ou ferido; obrigar a trabalho excessivo ou superior a sua força; capturar animais silvestres; utilizar animal em shows que possam lhe causar pânico ou estresse; promover violência como rinhas de aves, farra-do-boi etc”.

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