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Exposição mostra transformação de animais adotados após serem retirados da rua

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Foto: Focinho Feliz/ Divulgação

Uma exposição de iniciativa do grupo Focinho Feliz está mostrando a transformação de animais que viviam em situação de rua e foram adotados. A mostra, realizada em Montes Claros (MG), estará aberta ao público em um shopping da cidade localizado no bairro Cidade Nova até o dia 9 de novembro. No município, segundo estimativa do Centro de Controle de Zoonoses, existem 5 mil cachorros abandonados.

Na exposição, quatros mostram os animais, na maior parte dos casos, feridos e desnutridos antes do resgate, e felizes, bem cuidados e com semblantes bem diferente após a adoção. A ideia de colocar as imagens no corredor do shopping foi da assistente social e cuidadora, Anne Macedo. Para ela, o objetivo da exposição é mobilizar a sociedade e mostrar que cães e gatos não precisam de muito para serem felizes. Anne afirma que o principal é cuidado e amor. Segundo ela, “com dedicação, o cachorro se transforma totalmente até na fisionomia. Do dia em que são resgatados até alguns meses depois, muda completamente para melhor. É uma forma de fazer o bem a eles”. As informações são do portal G1.

A ideia da exposição, segundo a cuidadora, surgiu após um encontro de cães sem raça definida que gerou fotos que chamaram atenção das pessoas. “O grupo ficou super empolgado quando apresentei a ideia. Tudo começou quando fizemos um encontro de vira-latas no mesmo shopping, porque o evento já existia para outras raças. A ideia era mostrar que os de raça não são melhores ou mais bonitos do que os outros. Durante o evento em agosto tivemos a ideia da exposição. Como ficou muito legal, resolvemos aprimorar e trazer para dentro do shopping. Deu certo”, contou.

São nove telas que mostram animais resgatados em Montes Claros. Um deles mudou até de país junto com a nova tutora.

Foto: Montagem/ G1

“São todos da região. Tem um que foi resgado aqui em Montes Claros e a tutora levou para Varzelândia. Tem um que mora nos Estados Unidos. Uma protetora equatoriana que morava em Montes Claros quis ajudar e acabou o adotando. Foi embora para outro país e levou ele. Escolhemos colocar este caso até para ressaltar a importância de levar o animal para onde for. Muita gente muda de bairro e abandona, enquanto a professora mudou de país e mesmo assim levou o animal”, disse Anne.

Outro caso registrado nos quadros foi de Nina, adotada pela arquiteta Gracielle de Moraes. A cadela vivia no bairro Maracanã e recebia cuidados de funcionários de uma escola municipal. Na rua, ela sofria maus-tratos, sendo agredida às vezes. Com a vulva sangrando e tumor venéreo transmissível (TVT), ela foi levada por Anne ao veterinário para ser submetida à quimioterapia. No consultório, a cadela conheceu a nova tutora.

“Eu tinha uma gatinha que ficou ferida na concertina, quando tentou pular o muro. Como ela sofreu arranhões, eu a levei ao veterinário. Foi lá que encontrei a Nina. Ela se chamava Marina e estava no consultório esperando sarar a castração para que alguém a adotasse. Já veio me cheirando e nesse momento eu me apaixonei por ela e adotei”, lembrou Gracielle.

Debilitada e medrosa, Nina enfrentou uma fase difícil de adaptação. “No início, quando ela chegou em casa, até para adular a cabeça dela, ela tremia todinha. Só ficava dentro de um quartinho bem encolhidinha e tremia o tempo inteiro. Depois, ela começou a se adaptar. Ela é muito grande. Acredito que pelo fato de ser grande, o pessoal devia ter medo dela e a espantava. Percebi que quando a gente ia varrer a casa, ela tinha pavor de vassoura. Imaginei que as pessoas batiam nela com vassoura. Hoje ela adora a vassoura, até gosta que a gente coce a barriguinha”, afirmou a arquiteta.

Além de Nina, outros oitos animais têm as histórias contadas através da exposição. No shopping, o Focinho Feliz instalou também uma caixa na qual as pessoas podem colocar sacos de ração que serão doados para protetores de animais. O endereço do shopping é Avenida Donato Quintino, nº 90, Bairro Cidade Nova.

Foto: Focinho Feliz/ Divulgação

Grupo Focinho Feliz

O grupo é composto por 12 protetores de animais independentes. Cada um deles somaram forças para concretizar a existência dessa iniciativa, que não é uma ONG e mantém cada animal em lar temporário na casa dos protetores, que também trabalham buscando pessoas para adotar os cães e gatos.

Os membros do grupo se conheceram pela internet. O Focinho Feliz existe desde 2015 e se mantém por meio de recursos dos integrantes e também da simpatizantes da causa animal. A verba é usada para o tratamento dos animais, a alimentação deles e também para gastos com vacina e castração.

Para colaborar com o Focinho Feliz, os interessados devem entrar em contato com o grupo através das redes sociais na página no Facebook.

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