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Falta de anestésico faz ativista temer sacrifício doloroso de animais em CCZ

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A ativista Carolina Mourão denunciou a falta de anestésico para o sacrifício de animais no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Brasília e acionou a Justiça por temer que os procedimentos de morte induzida sejam feitos de forma dolorosa ou que os animais permaneçam doentes. Na ação judicial, a ativista pede a interdição do CCZ ou a remoção dos cachorros com leishmaniose do canil.

ISTOCK/FOTO ILUSTRATIVA

A cadela Luna é um desses cães. Com leishmaniose, ela foi deixada no CCZ em setembro pelo tutor para ser sacrificada. Há tratamento para a doença liberado pelo poder público, no entanto, lamentavelmente o sacrifício continua a ser o mais utilizado nesses casos. Luna permanece no local, não foi submetida à morte induzida ainda, segundo os funcionários do órgão, devido à falta do anestésico.

Carolina Mourão soube da ausência do medicamento após ser procurada pela tutora de um animal que procurou o serviço de sacrifício do CCZ e recebeu uma negativa. Em conversa gravada com uma funcionária, a tutora pergunta sobre o procedimento e recebe como resposta a explicação de que o serviço não está sendo feito. O órgão orientou a mulher a procurar a clínicas particulares.

“A gente não está fazendo sacrifício porque está sem medicamento há mais de seis meses, desde abril. Não temos previsão de quando vai chegar. Já fizemos a solicitação e até agora a Secretaria ainda não disponibilizou”, diz a funcionária no áudio. A ausência do medicamento foi confirmada ao portal Metrópoles pela mesma funcionária.

De acordo com o advogado de Carolina Mourão, José da Silva Moura Neto, “se não estão matando os animais com leishmaniose, acontece o risco de contaminação, porque eles estão sendo acumulados. Se estão matando sem anestesia, consideramos que estão sendo praticados maus-tratos”.

Denúncias de funcionários foram feitas ao Sindicato dos Agentes de Vigilância Ambiental em Saúde (Sindivacs-DF), que acompanha o caso.

“Nós estamos atrás dessa informação e eles (Secretaria de Saúde) não nos passaram nada. Fizemos solicitação, fomos lá, e não tivemos essa resposta. Fizemos um ofício e estamos aguardando. Seria leviano dizer que está acontecendo isso ou aquilo. Qualquer que seja a situação, é gravíssima”, explicou ao portal Metrópoles a diretora do Sindivacs-DF, Ildeci da Silva Pinto.

A Secretaria de Saúde (SES) afirmou, por meio de nota, que “nesse momento, a farmácia central possui todos os medicamentos utilizados para eutanásia de animais com sorologia positiva para leishmaniose e o Centro de Zoonoses aguarda a entrega do pedido realizado”.

O órgão argumentou ainda que não foram realizados procedimentos de morte induzida sem anestésico. “A Gerência de Zoonoses informa que não houve eutanásia de animais sem a utilização do anestésico. Atualmente, apenas um animal aguarda pelo procedimento. O medicamento utilizado nesses casos está com entrega prevista para esta semana”, concluiu a SES.

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