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Associação pede proibição do transporte de animais vivos durante onda de calor na França

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A Fondation 30 Millions d’Amis, associação francesa de defesa dos direitos animais, exigiu ao ministro gaulês da agricultura, Stéphane Travert, que o transporte de longa distância de animais vivos para fins de consumo seja proibido durante a onda de calor.

(Foto: Divulgação)

“O transporte de animais durante o tempo quente no interior de caminhões de transporte durante horas ou até dias é inaceitável”, afirmou a associação em um comunicado enviado a Travert e divulgado pela AFP. “Ao longo de milhares de quilômetros, eles são sujeitos a condições terríveis, sobretudo durante o tempo quente: são transportados em caminhões sobrelotados, exaustos e desidratados, e muitos sucumbem ao pior dos sofrimentos durante essas longas jornadas”, completou.

A exigência da associação é que o transporte seja limitado a oito horas por dia e que seja decretado o fim da exportação de animais vivos para fora da União Europeia (UE). A Fondation 30 Millions d’Amis apela ainda à responsabilidade de todos os países que integram a UE. As informações são do portal Os Bichos.

O fim da exportação de animais vivos é reivindicado por ativistas e entidades em todo o mundo. Em Portugal, movimentos como a Plataforma Anti-Transporte de Animais Vivos (PATAV) e a Setúbal Animal Save lutam pelo fim desse transporte cruel, especialmente em casos de animais destinados a países do Oriente Médio.

Na Austrália, a luta pelo fim da exportação de animais vivos também tem se mostrado forte. Em maio, ativistas protestaram em frente a um shopping em Sydney. “A exportação de animais vivos causa sofrimento e morte”, dizia um dos cartazes segurados pelos manifestantes. Já em Israel, a defesa pelo fim da crueldade imposta aos animais no transporte levou o Comitê Ministerial de Legislação de Israel a aprovar um projeto de lei que propõe a eliminação progressiva da importação de animais vivos.

O presidente da Fondation 30 Millions d’Amis, Reha Hutin, afirma estar indignado com “esta procura pelos grandes lucros à custa do inferno que é imposto aos animais que vão para abate”.

Em setembro de 2017, uma campanha denominada #StopTheTrucks (#PareOsCaminhões, em tradução livre) mobilizou várias associações europeias em prol da proibição do transporte de animais vivos em viagens longas. A campanha recolheu mais de um milhão de assinaturas, que foram entregues à Comissão Europeia.

“Ainda sem efeito, não podemos admitir essas atrocidades”, disse Reha Hutin. “Está na hora de a opinião pública mundial ser ouvida pelos seus líderes”, acrescentou.

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