• Home
  • Policial militar é acusado de matar cachorro a tiro no DF

Policial militar é acusado de matar cachorro a tiro no DF

0 comments

Um sargento de 41 anos da Polícia Militar atirou contra um cachorro da raça pit bull, chamado Thor, na QNO 5, no Setor O, em Ceilândia (DF). O militar alega que o animal teria mordido o cão dele e, por isso, precisou disparar a arma. A tutora de Thor contesta a versão do sargento e diz que o cachorro era manso e não avançou contra o outro animal. A 24ª Delegacia de Polícia (Setor O) investiga o caso.

(Foto: Arquivo Pessoal)

O militar relatou à Polícia Civil que estava chegando em casa do trabalho quando viu o cachorro dele ser mordido por Thor. Ele contou que tentou intervir na suposta briga dos animais, mas que o pit bull também avançou contra ele. Neste momento, o militar sacou a arma de fogo e atirou contra o cachorro, que correu do local. O sargento afirmou ainda que o cão dele também ficou ferido e registrou boletim de ocorrência por omissão de cautela da guarda ou condução de animais.

A tutora de Thor, Katiúscia Santos Pereira, 32, moradora da QNO 3, também em Ceilândia, contradiz a versão prestada pelo militar na 24ª DP. A massoterapeuta relata que estava trabalhando quando o amigo, José Francisco Camelo da Costa, 20, saiu com o cachorro dela para passear.

O jovem conta que, durante a caminhada, Thor se soltou da guia e correu para a rua, chegando até a QNO 5. “Ele chegou no cachorro e começou a cheirá-lo. Só que o outro cão o estranhou e começou a latir. Eu peguei o Thor, mas, de algum modo, ele conseguiu se soltar de novo. Em todo o momento, o cachorro do militar não parava de latir. Aí, o Thor também começou a latir de volta”, relata.

Na versão de José, durante os latidos dos cachorros, o militar teria saído de casa com a arma na mão, apontando para o pit bull. “Eu fiquei em frente ao Thor e, nessa hora, o policial disse que, se eu não saísse, atiraria em mim e no cachorro. Tentei argumentar, dizendo que não tinha necessidade, porque o Thor era manso, mas ele não escutou e disparou”, finaliza.

Um amigo de José foi quem contou para Katiúscia sobre o ocorrido. Ao chegar ao local, viu o cão dela escondido, embaixo de um carro. “Ele sangrava muito e tudo o que eu queria era salvá-lo. Ele ficou internado na sexta (15), mas acabou falecendo no sábado (16/6). Aquele policial tirou um pedaço de mim. O que ele fez foi uma covardia sem fim”, lamenta.

Ocorrência

Após deixar Thor sob os cuidados do veterinário, Katiúscia foi até a 24ª DP para registrar um boletim de ocorrência. Ela afirma que, quando chegou, o policial militar já estava no local fazendo o registro. “O agente que me atendeu disse que eu não poderia fazer um boletim de ocorrência, porque eu não era parte do ocorrido. Que, como eu não estava no momento em que o Thor levou o tiro, não tinha como fazer o registro”, conta.

A mulher diz que somente José e o amigo, que estavam no momento da confusão, foram escutados durante o registro da ocorrência. “Quando voltei à delegacia para pegar o boletim para abrir um processo da corregedoria da PM, o agente me disse: ‘cuidado com o que você vai fazer lá, porque isso pode se voltar contra você'”, diz Katiúscia.

O Correio entrou em contato com o Centro de Comunicação Social da Polícia Militar, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. A reportagem também entrou em contato com o delegado responsável pelo caso e aguarda retorno.

Fonte: Diário de Pernambuco

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>