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Já é possível fabricar couro natural sem afetar os animais

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Durante uma escavação na Armênia um grupo de arqueólogos encontrou algo que parecia um sapato de couro. O achado era um sapato de 3.500 antes de Cristo, tinha mais de cinco mil anos. Os arqueólogos acreditam que seja um sapato feminino.

A utilização de peles de animais pelos humanos, para vestimentas, remonta à pré-história. Se antes era um uso puramente utilitário – proteger a pele humana, usando a pele de animais – passou a ser um ícone da moda.

Para a extração do couro, milhões de animais são mortos
Calçados feitos a base de couro de cobra. O método para a extração da pele de cobra inclui afogar o animal e esfolá-lo ainda vivo | Foto: Reuters

Mas, este século mostrou uma sensibilidade outrora inexistente, aumenta geometricamente o número daqueles que não toleram o sofrimento animal. São vegetarianos, veganos e grupos que defendem direitos à sobrevivência e bons tratos de animais, especialmente dos domesticados.

Ainda não havia uma resposta clara a tirar a pele de animais. Mas a ciência começou a encontrar as primeiras soluções. Primeiro criaram roupas e sapatos de couro artificial. 

Um passo decisivo está sendo dado por uma empresa denominada “Modern Meadow”. Uma empresa que trabalha com moda, ciência e alta tecnologia. Ela assegura em sua página na web que estamos entrando em uma nova era “a da bio-fabricação”. Conforme essa empresa “estamos no início de uma nova idade dos materiais”.

Eles estão criando peles de animais em laboratório. Desde seu laboratório em Nova York, a companhia começou a fabricar couro partindo do colágeno, uma proteína que é encontrada na pele dos animais, dando origem a um novo material que denominam de “ZOA”, um couro de laboratório.

Também debatem que estão criando esse couro por motivações ambientais, uma vez que a indústria têxtil e de couro é uma das mais contaminantes do planeta. Eles acreditam que entre cinco e dez anos, todo o mercado mundial de couro e de têxteis usará o ZOA.

Uma aposta que enche os olhos, mas que ainda deve ser lida com a mesma desconfiança da carne de vaca de laboratório que ainda não cumpriu sua promessa de comermos hambúrguer sem vaca.

Fonte: Campo Grande News

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