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Operação do Ibama combate o tráfico de animais em redes sociais

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A Operação Teia, realizada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), junto com as polícias Federal, Civil e Ambiental, está atuando em 15 estados brasileiros com o objetivo de combater o tráfico de animais silvestres feito principalmente através de redes sociais.

Foram identificados 1.277 animais sendo traficados por meio de perfis no Facebook. Deles, 137 foram resgatados, o que resultou na prisão em flagrante de 12 pessoas. Aves, répteis, mamíferos e aracnídeos foram encontrados. As multas aplicadas somam cerca de R$ 500 mil.

Foto: Divulgação / Ibama

A rede social é foco de uma operação do Ibama pela segunda vez. Na primeira, a ação se baseou em denúncias e, desta vez, foi feita a partir de uma investigação baseada em pesquisa e identificação de perfis de traficantes.

Mandados de busca e apreensão, ao todo 34, estão sendo cumpridos pela operação, que continua nos próximos dias, no Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará, Paraíba, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e São Paulo, onde se concentra a maior parte dos casos.

Seis jabutis, uma tartaruga de orelha vermelha, um sabiá-laranjeira, um sagui, uma iguana e uma cobra do milho, espécie que não é nativa, foram encontrados em uma casa no município de Franco da rocha, na Região Metropolitana de São Paulo, após uma denúncia ser feita através da Linha Verde do Ibama. O pai do responsável por divulgar os animais no Facebook foi encontrado na residência enquanto cuidava dos animais.

No bairro Santíssimo, no município do Rio de Janeiro, pai e filho foram presos em flagrante pela Polícia Federal por terem anunciado animais na internet. Carlos Augusto da Silva Santos e Gustavo Sant’Anna Santos traficavam, segundo o delegado Anderson Bichara, lagartos, aranhas, aves, cobras e jabutis através do Facebook. Os dois foram presos sem a possibilidade de pagamento de fiança. Isso porque as penas dos crimes cometidos por eles, somadas, ultrapassam quatro anos. Os homens vinham sendo monitorados pela polícia.

Apesar do Facebook proibir a venda de animais, a rede social é utilizada, segundo o Ibama, como ferramenta para o tráfico. As informações são do jornal Estadão.

“Durante a investigação encontramos 1.277 animais sendo expostos para venda e 85 exibidos sendo mantidos em cativeiro. Para 30 deles, conseguimos comprovar que houve a venda. Alguns morreram nesse meio tempo”, revelou o coordenador de operações e fiscalização do Ibama, Roberto Cabral. “É um volume significativo se considerarmos que esse é o último ponto antes do consumidor final”, completou.

Cabral explica que os traficantes utilizam as redes sociais por conseguirem ampliar os ganhos e reduzir os riscos. “No Nordeste, um jabuti como esse que encontramos é vendido ilegalmente por R$ 5, R$ 7 numa feira. Quando chega aqui e vai para o Facebook, sai por R$ 40, até R$ 80. Como não conseguimos mexer no ganho dele, temos de aumentar o risco de ele fazer essa venda”, disse.

Posicionamento do Facebook

O Facebook emitiu uma nota por meio da qual informou que “remove qualquer conteúdo desse tipo assim que fica ciente e fornece às autoridades os dados requisitados seguindo a legislação” e que encoraja “as pessoas a denunciarem conteúdos questionáveis na plataforma para que nossos especialistas possam revisar esses materiais rapidamente.”

De acordo com o Ibama, remover as publicações não é suficiente. O órgão acredita que a rede social deveria utilizar mecanismos de filtro que impedissem que conteúdos relacionados ao tráfico de animais fossem publicados. O Facebook não se posicionou a respeito da declaração do Ibama.

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