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Relatório comprova que turismo com animais em Bali precisa acabar

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Só em 2017, mais de cinco milhões de pessoas visitaram a ilha paradisíaca de Bali. Cada vez mais a região é alvo do turismo e, infelizmente, uma grande parte do entretenimento na ilha envolve a exploração de animais.

Um estudo feito pela organização de defesa dos animais World Animal Protection (WAP), chamado de “Animal Abusement Parks”, revelou o que já era esperado: a maior parte dos animais selvagens explorados para entretenimento são mantidos em cativeiro e forçados a suportar “condições grotescas e horrorosas” para que os donos dos estabelecimentos possam lucrar em cima dos turistas.

Reprodução | Indian Post

Eles investigaram 26 destinos de viagens e cerca de 1.500 animais enclausurados, e nenhum dos locais de entretenimento turístico em Bali, Lombok, ou Gili Trawangan, sequer se aproximavam das necessidades básicas mínimas oferecidas aos animais.

“Por trás das cortinas, os animais selvagens são tirados de suas mães enquanto bebês e são procriados em cativeiro, e mantidos em condições imundas, apertadas, ou obrigados a interagirem repetidamente com os turistas, por horas a finco,” escreveu em uma declaração pública o CEO da WAP, Steve McIvor.

Para citar algumas das descobertas, golfinhos são mantidos em condições inadequadas dentro das piscinas: uma delas, com 10 m x 20 m e 3 m de profundidade abriga quatro golfinhos – o que é um espaço muito pequeno para animais que precisam de grandes espaços de circulação.

Também foi revelado que os dentes dos animais eram preenchidos ou então removidos completamente para que eles não machucassem nenhum dos turistas. No caso dos elefantes, os que são explorados para passeios, são tratados de maneira cruel e os treinamentos a que são submetidos envolvem processos extremamente humilhantes e repressivos.

“Dores severas são inflingidas para acelerar o processo e rapidamente dominar o animal. A experiência traumática é guardada pelo elefante pelo resto da vida. Quase 15% apresentavam estereótipos (comportamentos anormais repetitivos), como ficar balançando e cambaleando, e isso indica grandes níveis de estresse e sofrimento,” diz o estudo.

Outra coisa que os estabelecimentos apresentam também é a experiência da selfie com os orangotangos. Esses animais, forçados a entreter os turistas e se comportarem, eram mantidos sem nenhum tipo de liberdade de movimento, de oportunidades de interação social e até mesmo de atividades estimulantes.

Reprodução | World Animal Protection

O que os protetores pedem é que os turistas evitam ao máximo esse tipo de turismo, e que inclusive boicotem todas as empresas que oferecerem pacotes de viagem que incluam qualquer tipo de passeio envolvendo o abuso de animais selvagens.

A triste conclusão a que o estudo chega é a de que a maior parte desses animais viverá uma vida de sofrimento e exploração, mas os seus filhotes e gerações futuras podem experimentar a liberdade se as pessoas se conscientizarem dessa situação absurda e não aceitarem mais esse tipo de entretenimento turístico.

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