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Leopardo das neves corre risco de extinção devido a ações humanas

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Vivendo em uma altitude extrema nas montanhas do Himalaia e em um clima muito frio, o leopardo das neves está entre os animais terrestres mais difíceis de serem estudados.

Os dentes de leopardo-das-neves ou os tapetes de urso polar são exemplos de produtos feitos de animais em vias de extinção encontrados à venda na Internet (Fotografia © Bernard Landgraf | Wikimedia)

Mesmo depois de décadas de pesquisas, ninguém sabe ao certo quantos destes gatos ainda existem. Pesquisadores das 12 nações asiáticas que esses felinos habitam estão tentando a todo custo reverter a situação. Um censo demográfico usa armadilhas fotográficas em montanhas remotas, coleiras rastreadoras e identificação de pelos e fezes há cinco anos.

A pesquisa tomou força após uma decisão da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). No ano passado, a entidade retirou o leopardo das neves de sua lista de espécies ameaçadas após 45 anos. A IUCN reclassificou o gato como “vulnerável”, diminuindo a urgência de seu o risco de extinção.

Essa mudança foi baseada em estimativas de que existem mais de 8.000 leopardos das neves selvagem em toda a Ásia. Os pesquisadores discordam do número, pois o censo subestimou a taxa de declínio da espécie. Foram desconsiderados os novos assentamentos humanos, mudança climática e a caça.

“Nem sabemos o verdadeiro número desses felinos”, disse Tsewang Namgail, diretor do Snow Leopard Conservancy India TrustRemover os leopardos da lista de espécies ameaçadas pode dar a falsa impressão de que eles estão seguros.

O aumento da invasão humana na faixa ocupada por esse animal, por exemplo foi destaque em um relatório de 2016. Nele foi divulgado que cerca de 450 leopardos das neves são caçados anualmente, principalmente para a medicina tradicional chinesa e para a aquisição de sua pele.

Esse animal pode ser encontrado em bolsões no Afeganistão, Paquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Uzbequistão, Cazaquistão, Nepal, Butão, Rússia e Mongólia, e em maior número na Índia e na China. Uma nova pesquisa, Paws (Avaliação da População dos Leopardos das Neves do Mundo), começou este ano em alguns dos países. Mas obter resultados não será fácil.

A dificuldade será principalmente pelo fato do leopardo da neves ter evoluído para alturas frias. Eles ficam confortáveis ​​em alturas que chegam a 18.000 pés. Isso dificulta seu rastreamento, até por câmeras, devido às baixíssimas temperaturas.

Koustubh Sharma, ecologista sênior e coordenador internacional do Snow Leopard Trust estima que levará cerca de cinco anos e o trabalho de cerca de mil guardas florestais, cientistas e pessoal de apoio para concluir o projeto.

As mudanças climáticas também têm alterado o habitat do leopardo das neves. O derretimento glacial e o pastoreio excessivo da pecuária aceleram a erosão das montanhas e comprometem a vegetação que é consumida pelas presas do leopardo, dessa forma, afetando também o felino.

Quando há menos opções alimentares, os leopardos muitas vezes entram em conflito com os humanos. Quando leopardos matam animais destinados ao consumo humano, os habitantes costumam matar leopardos. Ações antrópicas predatórias, mudanças climáticas, e principalmente a falta de informação continuam sendo a maior ameaça à essa espécie. 

 

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