• Home
  • PETA compara inseminação artificial em vacas a estupro

PETA compara inseminação artificial em vacas a estupro

0 comments

A inseminação artificial consiste na deposição mecânica do sêmen no útero da vaca, de forma que a fecundação ocorra sem o contato direto com o touro. Essa é uma técnica amplamente adotada pelos produtores rurais brasileiros.

A imobilização da vaca durante o procedimento conhecido como rape rack (ferramenta de estupro, em tradução literal).

De acordo com um relatório recente divulgado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial, a Asbia, 12% dos animais destinados ao consumo humano no Brasil provêm dessa prática.

Focada no melhoramento genético, o procedimento é realizado com a imobilização da vaca, técnica conhecida como rape rack. A partir disso, a PETA compara a inseminação artificial de vacas leiteiras ao estupro de mulheres. Ela também abre a discussão sobre os vários procedimentos hostis aos quais a vaca é submetida ao longo de sua vida.

A exemplo da técnica conhecida como IATF (Inseminação Artificial em Tempo Fixo), que desrespeita o período natural do cio. Esse método caracteriza-se pelo uso de hormônios que induzem a ovulação da vaca e permitem que o processo ocorra no dia que o produtor quiser – no caso a maior quantidade de vezes possível

A utilização termo ‘inseminação artificial’ para o processo que ocorre tanto em animais quanto em humanos, leva à sua equivocada normalização. O mesmo método ocorre de formas estritamente desiguais, desde sua preparação, até o momento de nascimento do bebê/filhote. Quando uma vaca leiteira dá à luz, diferentemente da mãe humana, ela não tem tempo sequer de se relacionar com seu filho em seus primeiros minutos de vida. Seu bebê é levado imediatamente para longe, para nunca mais ser visto por ela novamente. Isso causa uma quantidade inimaginável de estresse, tanto para a mãe quanto para o bezerro.

A inseminação artificial também é aliada da indústria de laticínios, pois a vaca só produz leite quando grávida. Mas nem um pouco desse leite vai para os bezerros, muito pelo contrário.

Os filhotes, quando machos, em sua maioria, são a matéria-prima para a produção da carne de vitela. E para garantir a maciez da carne, os bezerros são mantidos amarrados para não desenvolverem músculos, e alimentados com líquidos processados para evitar doenças. São privados completamente do contato físico e emocional de suas progenitoras. 

No ano passado, a PETA realizou uma investigação na Adirondack Farms, uma grande fazenda leiteira de Nova York. Durante a apuração, os investigadores constataram diversas torturas que vacas recebiam enquanto eram encaminhadas para a ordenha. Algumas vacas com prolapso vaginal e cobertas de pus misturado com esterco foram deixadas sofrendo sem tratamento por quase três meses.

As inúmeras violências sofridas pelas vacas são padronizadas pela irresponsável indústria alimentícia. E a única diferença entre o estupro da mulher, e o do animal é o tipo do prazer que proporciona ao homem: o primeiro, sexual, e o segundo, financeiro.

 Campanha de conscientização da PETA sobre estupro de animais para fins alimentícios.

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>