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Justiça determina que Black continua no zoo Quinzinho de Barros

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O juiz Alexandre Dartanhan de Mello Guerra, da vara da Fazenda Pública de Sorocaba, negou o pedido liminar de transferência do chimpanzé Black, que vive desde 1979 no Parque Zoológico Municipal Quinzinho de Barros, para o Santuário de Grandes Primatas, também em Sorocaba, e afiliado ao grupo internacional Projetos dos Grandes Primatas (GAP Brasil). A ação foi de iniciativa de duas entidades de proteção animal, a Agência de Notícias de Direitos Animais (ANDA) e a Associação Sempre Pelos Animais (Aspa), de São Roque, e informaram que vão recorrer da decisão.

Reprodução | Jornal Cruzeiro do Sul

De acordo com o entendimento do juiz, o animal “poderá não suportar o estresse de ser transferido a um santuário”. O magistrado afirma que a tutela de urgência se tem caráter de irreversibilidade, pois, eventualmente, poderá não ser benéfico ao próprio animal, “ocasionando danos, senão a morte”. Guerra, na decisão, afirma que não constatou perigo sobre a permanência de Black no zoológico, visto que ele está no local há quase 40 anos, e os documentos apresentados pelas entidades de defesa animal “não evidenciam, em princípio, condições que submetam o animal a crueldade.”

Segundo o ativista Leandro Ferro, que é um dos integrantes da frente das denúncias e da ação civil pública, Black tem a idade estimada em 48 anos e pode viver ainda aproximadamente 15 anos, caso esteja em um ambiente saudável. “Hoje, no zoológico, ele fica preso em um recinto muito pequeno na maior parte do dia, e está sozinho, o que é prejudicial para sua saúde”, afirma o defensor. Antes, segundo Ferro, o chimpanzé era explorado em um circo, prática que, desde 2005, está proibida no Estado de São Paulo e em outros da federação. Depois dos anos de sofrimento no circo, foi enviado a outro zoológico e, após ser picado por um escorpião, finalmente chegou ao Quinzinho.

A presidente da GAP Brasil, a advogada Selma Mandruca, informou que no santuário o chimpanzé viveria de forma menos estressante e gradualmente passaria a interagir com outros animais de sua espécie, o que também é benéfico para sua longevidade. “A exposição pública dos primatas gera um estresse desnecessário, além disso, no zoo, por exemplo, os horários de alimentação são alternados e os primatas precisam ser livres para comerem na hora que quiserem, se aproximando, ao máximo, da vida que ele poderia ter na natureza”, relata a ativista.

O Santuário de Grandes Primatas de Sorocaba deu início às suas atividades em 2000 e atualmente, segundo Selma, abriga 50 chimpanzés e mais outros 250 animais, entre felinos, ursos, pequenos primatas e aves. “As instalações contam com muros, que garantem a segurança dos animais e das pessoas, e estão preparadas para o recebimento de mais primatas e outros animais que precisarem de abrigo”, informou a presidente do GAP Brasil. A área total do santuário é de 5 hectares e sua estrutura para os chimpanzés conta com 63 recintos interligados e divididos em 14 complexos. O santuário não é aberto à visitação.

Fonte: Jornal Cruzeiro do Sul

Nota da redação:  Zoológicos e outros locais que aprisionam animais devem ser completamente extintos. É lamentável a decisão de manter Black em cativeiro, apenas para divertimento humano. É preciso clarear a consciência para entender e respeitar os direitos animais. Eles não são objetos para serem expostos e servirem ao prazer de seres humanos. As pessoas podem obter alguns minutos de entretenimento, mas para eles é uma vida inteira de exploração e abusos condenados pelo egoísmo humano.

 

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