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Dia Internacional da Biodiversidade: momento de refletir sobre a nossa existência

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Fauna e flora precisam estar em equilíbrio: relação que oferece benfícios para todos (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

Com mais de 103 mil espécies animais e 43 mil vegetais conhecidas pela ciência, o Brasil é o país com a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Esses números representam um tesouro de valor incalculável não apenas para os brasileiros, mas para o mundo como um todo. A diversidade da natureza é a chave para a sobrevivência humana e proteger toda essa riqueza natural não é algo simples. Na tentativa de conscientizar as pessoas sobre a necessidade de se conservar as múltiplas formas de vida foi criado o Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado hoje (22). A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Como se não bastasse a importância do tema, também hoje são lembrados os 25 anos da entrada em vigor de um tratado internacional assinado por 196 países durante a Convenção sobre Diversidade Biológica na Rio-92, realizada no Rio de Janeiro. O objetivo dessa iniciativa é incentivar um futuro sustentável para todos.

“Nós hoje temos mais conhecimento para guiar nossos esforços de conservação e podemos afirmar que todos se beneficiam dos recursos provenientes da natureza, especialmente aqueles que mais dependem dela. Existem inúmeros planos de ação e estratégias para proteger a biodiversidade e talvez a maior vitória da Convenção da Rio-92 seja que nós não vemos mais a conservação como uma barreira para o desenvolvimento”, aponta Erik Solhein, diretor executivo da ONU Meio Ambiente.

Macaco-de-cheiro livre na natureza: respeitar e preservar as espécies para garantir o futuro do planeta (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

“É possível ter desenvolvimento e cuidar de nosso planeta com as mesmas políticas”, Erik Solhein, diretor executivo da ONU Meio Ambiente.

“A agenda global de desenvolvimento tem como objetivo ‘não deixar ninguém para trás’, tirar todas as pessoas da extrema pobreza. Se não protegermos nossa preciosa biodiversidade, não iremos atingir esse objetivo. A ONU Meio Ambiente tem orgulho em apoiar a Convenção sobre Diversidade Biológica ao longo dos anos. Seus esforços são absolutamente cruciais para garantir que tanto o planeta quanto as pessoas vivam em harmonia e prosperem nos séculos futuros”, acrescenta.

É fundamental ressaltar que todas as formas de vida no planeta estão, de uma forma ou de outra, interligadas. “A biodiversidade é o conjunto de todas as formas de vida que nos cercam, encantam e sustentam. Vírus, bactérias, outros pequenos seres microscópicos, plantas, fungos e animais são todos os seus elementos. Simplesmente por ser vida, ela já merece a nossa contemplação, respeito e cuidado”, afirma Júlio César Bicca-Marques, professor da Escola de Ciências da PUC do Rio Grande do Sul, em artigo publicado pela universidade.

“Nós comemos, vestimos e nos curamos com os seus produtos. Os antibióticos, analgésicos, anestésicos, anti-inflamatórios, antitérmicos e tantos outros medicamentos que utilizamos no dia a dia vêm da biodiversidade, ela é saúde”, Júlio César Bicca-Marques, professor da Escola de Ciências da PUC do Rio Grande do Sul.

Todos os elementos são importantes para o planeta: dependência que só faz bem (Foto: Rudimar Narciso Cipriani)

Serviço silencioso

O professor vai mais além em sua análise: “A biodiversidade também trabalha para nós o tempo todo, nos oferecendo gratuitamente os seus serviços ecossistêmicos. As florestas protegem as nascentes de água potável que consumimos, amenizam as mudanças climáticas e regulam as chuvas. Metade da chuva que irriga as plantações no Rio Grande do Sul, por exemplo, vem da Floresta Amazônica. A grande maioria de nossas culturas agrícolas também depende do serviço de polinização oferecido por abelhas, vespas, mariposas, besouros e muitos outros animais. Sem eles a produção agrícola ficaria seriamente comprometida”, explica Marques.

“O serviço silencioso de decomposição da matéria orgânica desempenhado pelos fungos e microrganismos também é essencial. A renovação da fertilidade do solo realizada por esses agentes, geralmente invisíveis a olho nu, é o que mantém a nossa capacidade de produzir alimentos. Biodiversidade é sobrevivência”, reforça o professor em seu artigo.

Fonte: G1

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