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Prática cruel: cavalgada é retomada em Formoso do Araguaia (TO)

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A cavalgada foi retomada durante a abertura de uma feira agropecuária no município de Formoso do Araguaia, no Tocantins, após dois anos de proibição.

(Foto: Divulgação)

A prática cruel – que força cavalos a caminhar com o peso de uma pessoa nas costas, de baixo do sol, obrigando-os a realizar atividades em benefício humano ao invés de viver de acordo com propósitos próprios – estava proibida na cidade devido a uma contaminação por mormo, doença infectocontagiosa que pode levar os animais a morte. A região, entretanto, foi recentemente considerada livre da enfermidade e, por isso, a cavalgada foi novamente autorizada.

A feira na qual a cavalgada foi realizada, que trata animais como meras mercadorias e os comercializam para que continuem a ser explorados pelos compradores, segue em funcionamento até o próximo dia 19. As informações são do portal G1.

Quase 100 animais, entre mulas, cavalos e bois, foram forçados a participar da cavalgada, que percorreu as principais ruas e avenidas do município. Moradores dos municípios de Gurupi, Sandolândia, Figueirópolis e São Miguel estiveram presentes.

Exploração e crueldade

A ativista vegana Paula Aviles publicou um vídeo no YouTube sobre o sofrimento dos cavalos, para que assim as pessoas possam entender o porquê da necessidade de se manifestar contra a cavalgada. Ela explica que, ao contrário do que propaga o senso comum, o peso de um humano sobre um cavalo pode machucá-lo. “Já existem estudos que comprovam que a coluna do animal é prejudicada, que ele sente dores”, diz ela.

A ativista lembra ainda que a pele do cavalo tem mais terminações nervosas que a humana e, por essa razão, é mais sensível à pancadas e atritos, causados, inclusive, pela cela e também pela espora – artefato de metal que se prende ao calçado do cavaleiro, usado para pressionar a barriga do cavalo, machucando-o.

Ela contou também que o cavalo tem a tendência de não demonstrar dor, porque na natureza ele é presa de carnívoros e, para não transparecer fraqueza, não mostra que está sofrendo. E mesmo não estando na natureza, ele mantém seu instinto. “Toda dor que o cavalo está sentindo por meio dos equipamentos da montaria, ele não mostra. Ele está sentindo dor nas costas por causa do cavaleiro, dor na região abdominal por causa da espora”, explica.

Outro equipamento usado nos cavalos que lhes causa dor é o freio, colocado na boca dos equinos, lembra Paula. Ela explica que “quando o cavaleiro puxa a rédea com força, ela vem com impacto, e aquele ferro comprime a língua do cavalo, causando, obviamente, dor”. Isso impede que ele movimente a língua livremente e engula saliva, razão pela qual permanece salivando.

Confira o vídeo abaixo:

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