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População de baleia-jubarte cresce na Antártida, diz estudo

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A jubarte (Megaptera novaeangliae) já esteve à beira da extinção devido à caça. Foto: J. Maughn/Flickr

A população de baleias-jubarte que vivem na Península Antártica Ocidental parece estar se recuperando rapidamente e com tendências ao crescimento, é o que informa o estudo High pregnancy rates in humpback whales (Megaptera novaeangliae) around the Western Antarctic Peninsula, evidence of a rapidly growing population, publicado pela revista científica Royal Society Open Science, no dia 02 de maio.

O motivo da boa notícia está no número de fêmeas que apresentam altas taxas de gravidez. Os pesquisadores usaram dardos para coletar 507 amostras de pele e gordura das baleias entre 2010 e 2016. A equipe sequenciou o DNA e descobriu que as amostras provinham de 239 machos e 268 fêmeas. A equipe então, resolveu testar as amostras de 244 fêmeas para progesterona, e descobriram que 63,5% estavam grávidas. A presença de altas taxas de gravidez é um sinal de que a população de baleias jubarte na Península Antártica Ocidental tende a crescer rapidamente.

Um fato favorável para a presença das baleias jubarte na região está no aspecto climático. A Península Antártica Ocidental experimentou períodos com mais dias sem gelo e mais acesso a alimentos, como pequenos crustáceos parecidos com camarões chamados krill que formam a maior parte da dieta das jubartes, especialmente nas regiões polares. Esse fator foi benéfico para os animais. Entretanto, os pesquisadores alertam que embora a disponibilidade de presas provavelmente aumente no curto prazo, as tendências de longo prazo podem ser mais problemáticas devido às alterações no clima.

Conhecida também como baleia corcunda, ou baleia-cantora, a baleia jubarte tem o nome científico de Megaptera novaeangliae. A Jubarte já esteve à beira da extinção devido à caça. O Japão, por exemplo, burla, há 30 anos, a moratória de caça à baleia na Antártica usando como justificativa a caça”científica” de cetáceos no Polo Sul. Por ano, o Japão abate cerca de 50 Jubarte.

No Brasil, a Megaptera novaeangliae esteve muito próxima de ser exterminada da costa nacional. Em 1980, havia apenas 500 exemplares da espécie, o que motivou a proibição definitiva da caça. Após quase 30 anos não sendo perturbada, a espécie voltou a se recompor: já estava em 9 mil indivíduos em 2008 e em 2016 foi para 17 mil.

Fonte: Eco

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