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Cadela idosa é adotada após viver em abrigo por quase cinco anos

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Uma cadela de dez anos de idade, que viveu por quase cinco anos em um abrigo e, durante esse período, era sempre preterida em feiras de adoção, encontrou um lar. Em fotos publicadas pela ONG Cão Sem Dono, que fez o resgate da cadela em São Paulo, é possível ver a transformação na vida de Cindy: da solidão da baia do abrigo para o conforto e o carinho de uma cama para dormir dentro da casa da tutora.

(Foto: Reprodução / Facebook / Cão Sem Dono)

Em abril, a entidade fez uma publicação em rede social na tentativa de comover as pessoas e incentivá-las a mudar a realidade da cadela, que tinha muita dificuldade para encontrar um lar devido à idade avançada.

“Cindy frequenta feiras de adoção todas as semanas, e isso há meses, mas sempre é preterida, pois é uma cachorrinha com dez anos. Sai da feira e volta sempre para sua triste realidade que é viver em um canil. Aliás, já vive assim há quase cinco anos. Mesmo com todos os cuidados que tomamos com cada animal, viver em abrigo não é legal, e a solidão é sempre imensa. E é por isso que toda nossa equipe está empenhada em encontrar para Cindy um bom e aconchegante lar”, escreveu a ONG.

A história de Cindy antes de encontrar um lar, lamentavelmente, se repete com frequência. Apenas no abrigo da Cão Sem Dono, ao menos 35% dos animais têm mais de sete anos de idade. Por outro lado, alguns casos tem o mesmo final feliz que a cadela teve, como aconteceu com um cão de 14 anos, surdo, quase cego e sem dentes que foi adotado por uma criança nos Estados Unidos.

Cuidados com animais idosos

A velhice é um período da vida dos animais que requer cuidados especiais. Além da necessidade de acompanhamento veterinário mais frequente, é possível que seja preciso fazer alterações na rotina do animal, como no ritmo dos passeios, que devem ser feitos respeitando os limites do animal idoso.

A idade de envelhecimento dos animais é variável. Isso porque, de maneira geral, cachorros de pequeno ou médio porte envelhecem aos 10 anos, enquanto os de grande porte já são considerados idosos aos 7 ou 8 anos. As informações são do blog Bom Pra Cachorro, da Folha de S. Paulo.

Na velhice, problemas de locomoção e periodontais, desgaste de órgãos, doenças cardíacas e renais, câncer e problemas neurológicos são comuns. Por isso, é importante que o tutor esteja atento a possíveis sintomas que indicam que o animal está adoecendo. Mudança de humor, falta de apetite, desorientação, dificuldade para se levantar, ficar preso entre móveis ou no canto dos cômodos da casa e pressionar a cabeça contra a parede podem ser sinais de o animal está com algum problema de saúde e, portanto, precisa de uma avaliação veterinária.

Nesta fase da vida, é comum também que o animal comece a perder a audição e a visão, podendo perdê-las por completo em alguns casos. Devido à dificuldade para enxergar e à possibilidade da cegueira, é necessário que os móveis da casa sejam mantidos sempre no mesmo local, para evitar que o animal bata neles e se machuque.

“Não podemos associar o envelhecimento a doenças, e sim ao rumo natural da vida. É necessário que o tutor esteja alerta aos cuidados e consciente que um dia isso ocorrerá, sempre dando muito amor, carinho, um bom alimento para cada necessidade e acompanhamento profissional”, conclui o veterinário Antonio Marquesim.

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