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Ativistas criticam falta de transparência de universidades sobre testes em animais

Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)

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Ativistas em defesa dos direitos animais foram às ruas de Nottingham, no Reino Unido, para protestar contra a falta de transparência em relação aos testes em animais que, infelizmente, ainda são realizados nas maiores universidades de todo o mundo.

A marcha – que anualmente é a maior demonstração de anti-vivissecção no Reino Unido – foi coordenada pela Nottingham Animal Rights em conjunto com Animal Justice Project (AJP), um grupo internacional que faz campanhas contra os testes em animais e outras indústrias de exploração animal.

Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)
Protestos no Reino Unido denunciam falta de transparência de universidades que realizam testes em animais (Foto: AJP)

O Animal Justice Project marcou também o dia em que o protesto aconteceu, sendo dia 24 de abril, o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios. O protesto divulgou descobertas de uma investigação sobre experimentação animal nas universidades, apontando que as principais instituições que ainda realizam testes em animais se recusam a divulgar informações básicas sobre o ocorrido nos seus laboratórios de pesquisa.

Questionando a grande quantidade de animais ainda utilizados e explorados em testes científicos, os ativistas também colocaram em dúvida a credibilidade do rigor científico da experimentação animal.

Além disso, as principais universidades não estão fornecendo ao público do Reino Unido o acesso a informações importantes por meio da Lei de Liberdade de Informação (Freedom of Information Act – FOI) 2000 e da Lei de Liberdade de Informação (Escócia) de 2002.

Números chocantes

A Universidade de Oxford é a instituição que mais realiza testes em animais em todo o Reino Unido. Só no ano passado, quase 240 mil, incluindo mais de 229 mil ratos e sete macacos. Outros 54 macacos permanecem alojados nos laboratórios de Oxford.

Já a segunda maior usuária de animais para testes, a Universidade de Edimburgo, explorou maiss de 225 mil animais em 2017 para fins científicos de forma cruel. A University College London (UCL) utilizou 203 mil animais em testes em 2016 e os números de 2017 não foram divulgados.

A crítica principal vai para o fato de que essas universidades são signatárias da Concordata de Abertura em Pesquisa Animal, que é um “compromisso de ser mais aberto sobre o uso de animais em pesquisa científica, médica e veterinária no Reino Unido”, e mesmo assim não cumpriram com a transparência prometida.

Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)
Cerca de 800 pessoas questionaram instituições que realizam testes em animais no quesito falta de transparência (Foto: AJP)

Alternativas e opinião pública

Instituições que ainda realizam testes em animais e que perpetuam com esse tipo de pesquisa que explora animais parecem ignorar o fato de que inúmeras descobertas estão possibilitando alternativas para pesquisas científicas.

Um software que imita células humanas já está em desenvolvimento, assim como já foram reconhecidas pesquisas e descobertas que substituem o uso de animais em testes de laboratórios.

Além do mais, a opinião pública, quando ciente dos males aos animais utilizados em testes científicos, geralmente se manifesta contra essa forma de exploração. Muitos países já aboliram os testes científicos em animais para a indústria cosmética, e o fim dos testes de forma geral está sendo discutido em vários lugares do mundo.

Escândalo

De acordo com o Plant Based News, a fundadora do Animal Justice Project, Claire Palmer, afirmou: “Aqui estamos, em 2018, após o Dia Mundial dos Animais em Laboratórios – um dia instituído em 1979 para acabar com o sofrimento dos animais nos laboratórios – e temos os maiores usuários de animais no Reino Unido ocultando dados de experimentos com animais.

“Os Atos de Liberdade de Informação não conseguem garantir que o público receba as informações que merecem; e as universidades fazem acusações e desculpas ultrajantes a respeito de por que o público não deve saber o que acontece com os animais dentro dos laboratórios por seus funcionários e pesquisadores. Este escândalo público precisa ser exposto.”

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