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Memorial é criado em homenagem ao rinoceronte Sudan

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O último rinoceronte macho branco do norte, conhecido como “Sudan” que morreu no dia 20 de março, aos 45 anos, se juntou no sábado a outros 18 rinocerontes icônicos em um memorial em um conservatório no sopé do Monte Quênia. Cerca de 30 guardas-florestais fortemente armados foram vistos instalando a lápide do animal, que foi colocada acima dos outros 18 rinocerontes mortos por caçadores na área de conservação ambiental Ol-Pejeta Conservancy, de 360 km, na África Oriental.

James Mwenda, que cuidou do animal por mais de cinco anos, disse em uma entrevista que há três anos notou algo que mudou a forma de como ele cuidaria do rinoceronte. “Em março de 2015, eu estava cuidando e alimentando o Sudan como de costume e notei lágrimas escorrendo de seus olhos, desde então eu prometi cuidar dele como se eu fosse cuidar de um ser humano. Ele precisava de alguém ao seu lado”, Disse Mwenda.

“Eu nunca dormia antes saber se Sudan estava realmente dormindo. A ameaça dos caçadores que poderiam invadir a região e matar o animal também estava presente. A vida sem o animal é difícil, mas sua morte deve ser considerada como um sinal de alerta”, acrescentou.

Mwenda foi o primeiro a descobrir Suni, um dos dois últimos machos brancos do norte após sua morte aos 34 anos em 2014, e diz que sabia que os seres humanos abriram a porta da extinção para os animais, pois o rinoceronte Sudan era velho demais para se reproduzir.

Defensores dos direitos animais criam uma lápide para o último rinoceronte branco do mundo.
Lápide do último rinoceronte branco do mundo. (Foto: Daily Sabah)

De acordo com o diretor da área de conservação, Richard Vigne, as espécies dos rinocerontes brancos do norte estão agora quase além da economia, uma vez que a ciência da qual dependiam não é confiável.

“Temos que encontrar novas maneiras de criar novos embriões do esperma do Sudan que tenham sido armazenados. A fertilização in vitro pode ajudar, mas é muito cara, mas se funcionar, pode ajudar a salvar a vida de muitos animais que estão em atividade. Nós humanos temos o poder de impedir a extinção dos animais. Estamos fazendo isso por milhares de espécies em todo o planeta. O Sudan alcançou mais do que qualquer um de nós jamais alcançará na vida. Ele é um herói.”

O ministro do Turismo e da Vida Selvagem do Quênia, Najib Balala, prometeu que novas leis serão implementadas para punir os traficantes de marfim e outros que caçam animais selvagens.

“A vida selvagem é nossa herança e devemos proteger essa herança”, disse Balala a uma equipe de veterinários, guardas armados, defensores dos direitos animais e outros na cerimônia de sábado. “Vamos mudar nossas leis. Qualquer um que for pego com marfim ou matando animais selvagens será preso por toda a vida.” Ele acrescentou que o Quênia tem 34 mil elefantes e 1.284 rinocerontes, incluindo 800 rinocerontes negros.

O Ol-Pejeta Conservancy continua a cuidar de dois rinocerontes brancos do norte – Najin e Fatu – mas eles sofrem de vários problemas de saúde e são inférteis. O Sudan tinha 45 anos, fazendo dele um centenário “em anos de rinoceronte”, segundo especialistas. O animal era originário do mesmo país que leva seu nome.

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