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Celebre a Páscoa livre de crueldade animal

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A Páscoa é uma festa de origem hebraica em que os cristãos se lembram da crucificação de Cristo como o sacrifício por amor a humanidade, para que fossemos livres como ovelhas nos pastos. Quando partimos o pão, vamos quebrar os laços com alguns dos lugares mais violentos e impiedosos da Terra como matadouros e indústrias que fabricam produtos à base de crueldade animal.

Antes que sejam servidos o como o alimento principal da ceia, as práticas cruéis feitas em fazendas e indústrias de carne são totalmente contrárias a tudo aquilo que o Salvador planejou para a vida dos animais. Nos cativeiros os animais nunca respiram ar puro, alimentam seus filhotes, brincam com outros integrantes de sua espécie ou fazem qualquer coisa para viver o conceito bíblico de que “a misericórdia de Deus está sobre todas as suas criaturas”.

Antes de serem levados para as prateleiras dos supermercados, os porcos passam a vida inteira dentro de blocos de concreto imundos, feridos, doentes, são engordados forçadamente e quando não são assassinados, morem por não resistirem a tanta crueldade como mostram dezenas de investigações realizadas por grupos de defesa dos direitos animais.

Porcos são cruelmente tratados em fazendas de carne do mundo inteiro.
Porcos sofrem fome, sede e vivem em condições desumanas em indústrias de carne. (Foto: Shutterstock)

As galinhas em fazendas de ovos, que sofrem vivendo dentro de gaiolos minúsculas e algumas, são feitas de arame farpado. Os filhotes machos são mortos – muitas vezes por sufocamento -, uma vez que não produzem ovos, as fêmeas têm seus bicos dolorosamente queimados para evitar que machuquem os animais, as galinhas também são mantidas com outros animais mortos por não suportaram tanta crueldade. As vacas em fazendas de leite são mantidas em cativeiro, sofrem queimaduras e seus bezerros são afastados logo após o nascimento, para que o leite de suas mães possa ser consumido por humanos.

Galinhas e vacas são cruelmente mantidas em cativeiros.
Vacas e galinhas perdem o direito de viver em fazendas. (Foto: Barefoof)

No final de suas vidas curtas e miseráveis, esses animais são aglomerados em caminhões fechados, sem água ou qualquer alimento, com pouco oxigênio para respiração para serem levados para dezenas de matadouros, em que são amarrados de cabeça para baixo e tem suas gargantas mutiladas.

Durante o período de Páscoa, milhares de lojas de animais vendem coelhos como se fossem um objeto temático e muitos destes, são abandonados e outros acabam morrendo por motivos de maus-tratos. Devemos durante a Páscoa não apenas comemorar a vitória de Cristo na cruz, mas também refletir se nossas ações estão de acordo com os ensinamentos do Salvador.

Coelhos são comercializados como objetos temáticos durante a Páscoa.
Na época da Páscoa coelhos são vendidos como objetos temáticos. (Foto: Simplemost)

Por respeito ao sacrifício de Jesus, a maioria das pessoas não consomem carnes nesta data, e o comércio se sente obrigado a diminuir a venda de carne. Isso nos mostra que quando queremos, nós podemos não contribuir para a indústria que enriquece à base de crueldade animal não controle nossas decisões. Que nesta data nós possamos refletir um pouco mais sobre os ensinamentos de Jesus, segundo a bíblia, Cristo cuida de nós como um pastor cuida de suas ovelhas. Que nós possamos cuidar da natureza, dos animais e tomar decisões que revolucionem o mundo e, assim como nós comemoramos hoje uma atitude de compaixão feita no passado, que no futuro possamos comemorar o fim da crueldade animal no mundo.

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