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Golfinhos são forçados a viver em piscina de ondas artificiais

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Em novembro de 2017 oito golfinhos foram transferidos do aquário Selwo Marina, em Benalmádena, na Espanha, para outras instalações localizadas no país enquanto o tanque estava sendo reformado.

A transferência, que foi revelada recentemente, encaminhou dois dos golfinhos para o zoológico de Madri, e seis para o parque aquático Aquopolis, em Tarragona, informou a Marine Connection.

Infelizmente, logo ficou claro que a mudança para o parque aparentemente não havia sido pensada em oferecer segurança aos animais. Não havia espaço suficiente para os golfinhos no tanque, então foi decidido que os seis animais ficariam alojados em uma piscina de ondas artificiais para humanos.

A piscina de ondas é uma atração que simula uma praia destinada a famílias no parque de diversões – e, como tal, nunca deve se tornar uma casa, mesmo que temporária, para os animais marinhos. A piscina tem apenas um metro e oitenta centímetros de profundidade, porém a maioria dos golfinhos tem entre dois e dois metros e meio de comprimento.

Os seis golfinhos – Rocco, Sting, Bravo, Tonet, Rumbo e Zeus – foram obrigados a viverem na piscina durante quatro meses, informa o site La Vanguardia. De novembro a março, os animais tiveram que se manter em condições ainda mais cruéis e inadequadas do que em um aquário típico de cativeiros.

(Foto: Jornal Ciência)

“A piscina não atendeu às condições mínimas estabelecidas para os golfinhos que passam 80% do tempo debaixo d’água e podem submergir até os 90 metros de profundidade”, disse Míriam Martínez, da Fundação para o Desenvolvimento e Ação em Defesa dos Animais (FAADA) . Foi a fundação que relatou a questão ao Serviço de Proteção da Natureza (SEPRONA) e solicitou uma inspeção.

Após a intervenção, os funcionários começaram a realizar inspeções semanais para garantir o bem-estar dos animais e logo iniciaram procedimentos legais denunciando que a piscina não é um local apropriado para os golfinhos viverem. Constatou-se também que a empresa não havia solicitado nenhuma autorização antes de colocar os animais no local.

Embora essa possa ser uma situação temporária para esses golfinhos, eles eventualmente terão que retornar a outro ambiente cativo. Os golfinhos são seres altamente inteligentes e emocionalmente complexos que sofrem muito em cativeiros.

Na natureza, eles podem nadar até 100 milhas por dia e passam a vida cercados por outros integrantes da espécie. Os golfinhos são tão inteligentes que são conhecidos por frequentemente pararem de respirar quando estão em um cativeiro, a fim de acabarem com suas próprias vidas.

Nenhum animal merece passar por essa experiência, e já passou da hora de toda a sociedade trabalhar para esvaziar os tanques de uma vez por todas. Uma ajuda eficaz para acabar com esses cativeiros é nunca comprar um ingresso para uma atração que envolva animais em cativeiro.

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