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‘Filme de terror’, diz tutora sobre filhotes de cachorro mortos em enchente

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Oito filhotes de cachorro morreram afogados durante uma enchente no Jardim Procópio, no município de Ribeirão Preto, em São Paulo.

Oito dos nove filhotes morreram afogados (Foto: Márcia Valéria do Nascimento/Arquivo pessoal)

“Não teve como salvar os cachorrinhos. Foi uma coisa de filme de terror, eu nunca tinha visto isso daqui”, lamentou a diarista Márcia Valéria do Nascimento, de 51 anos. Os animais estavam em uma área externa da casa quando foram atingidos pela água. Apesar dos esforços da tutora, só foi possível salvar a vida da mãe dos cães e de um dos filhotes.

A moradora do bairro afirma que o problema das enchentes na região é antigo e que a Prefeitura nunca tomou uma providência à altura para resolver a questão. As informações são do portal G1.

Márcia conta que estava dentro de casa quando a chuva começou. Ela, entretanto, não imaginava a proporção das águas. “A hora que abri a porta eu vi a enxurrada. Aí esperei um pouco e escutei minha cachorra chorar”, conta a tutora, que se escorou na parede externa da casa e procurou pelos cães. Entretanto, oito dos nove filhotes, que nasceram no início de março, já estavam mortos. A diarista conseguiu resgatar Thor, um dos filhotes e, com a ajuda de uma vizinha, salvou a cadela Mocinha.

As águas chegaram a um metro de altura, segundo os moradores do bairro, e arrancaram parte do asfalto da rua, além de terem arrastado um trailer. “A hora que abri o portão a cachorra saiu na correnteza e a vizinha a pegou pela pata”, lembra Márcia.

Mocinha e Thor foram os sobreviventes da enchente (Foto: Márcia Valéria do Nascimento/Arquivo pessoal)

Mocinha precisou ser contida, pois se desesperou ao perceber que seus filhotes não estavam ao seu lado. “Ela ficou desorientada, queria ir atrás dos cachorrinhos”, afirma a moradora que agora pretende se mudar do bairro. “Todas as vezes que chove alagam casas, mas desse jeito eu nunca tinha visto”, diz.

O engenheiro civil Anderson Manzoli afirmou, em entrevista a EPTV, que as enchentes são causadas pela falta de planejamento na expansão urbana e pelo acúmulo de lixo nos bueiros por onde a água deveria escoar.

“É melhor investir um dinheiro antes e fazer certo do que ter que investir mais dinheiro depois pra ficar corrigindo os problemas que um bom projeto poderia ter resolvido antes”, afirma Manzoli.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura afirmou que a Prefeitura está em busca de soluções e que locais como o Jardim Procópio, que são críticos, dependem de obras complementares.

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