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Vida selvagem da Nigéria corre risco de extinção, segundo organização

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Os impactos das ações humanas deixam cada vez mais marcas profundas na natureza. Recentemente, a Fundação Nigeriana de Conservação Ambiental (NFC) declarou que a vida selvagem da Nigéria está sob ameaça e pediu ao governo federal que tome medidas urgentes para salvar os animais.

De acordo com a fundação, por muitos anos, o país se baseou em uma noção errônea de que seus animais silvestres eram abundantes e não estavam ameaçados de extinção, mas uma recente publicação da lista internacional de espécies globalmente ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza revelou que 148 animais e 146 espécies de plantas encontradas na Nigéria estão ameaçadas em vários graus, incluindo algumas espécies de animais perto da extinção.

(Foto: FM Kenya)

O NCF disse que atividades humanas como caça, pastagem, desmatamento de terra, mineração, construção de infraestruturas como aeródromos, linhas de energia e atividades relacionadas destruíram a flora e a fauna silvestre mais do que fatores naturais como mudança climática e incêndios em mais de 40% nos últimos 25 anos.

A fundação fez a alerta na comemoração do Dia Mundial da Vida Selvagem de 2018 com o tema ‘Grandes animais – predadores sob ameaça’, observando que há a necessidade de urgentemente atender às exigências de conservação de todas as formas de vida selvagem, especialmente os grandes predadores, agora globalmente ameaçados.

A fundação recomendou que o Serviço Nacional de Parques do país seja fortalecido para aumentar sua capacidade de conservação e proteção da fauna silvestre; e também aumentar a conscientização e educação sobre o valor intrínseco da vida selvagem para a sociedade. Também recomendou penalidades rápidas e claras para caçadores clandestinos e caçadores para mitigar a extração de animais selvagens de seus habitats.

(Foto: The Guardian Nigeria)

A organização criticou especificamente o declínio do número de abutres no país, acrescentando que a ave teve importantes contribuições para a saúde humana e para a economia. O diretor-geral interino da NCF, Joseph Onoja, disse que o declínio no número de abutres não só foi exacerbado por mudanças naturais ou induzidas pelo clima, mas principalmente impulsionado pela ameaça induzida pelo homem.

Onoja ainda acrescentou que a ameaça associada às 15 espécies de abutres da África e da Eurásia, confrontadas com diferentes níveis de ameaça de conservação, necessitava de uma abordagem multifacetada. Segundo ele, os abutres desempenham um papel crucial na saúde humana e na economia, pois mantêm o ambiente livre de cadáveres e resíduos, restringindo assim a disseminação de doenças como o antraz e o botulismo, entre outros.

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