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Canil clandestino que comercializa cães é denunciado em Minas Gerais

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Moradores do bairro Cachoeirinha, em Belo Horizonte, Minas Gerais, denunciaram um canil clandestino à Prefeitura do município. Os denunciantes são cinco irmãos idosos que reclamam de barulho e mau cheiro exalado pelo local.

Canil não tem alvará de funcionamento (Foto: Divulgação / Imagem Ilustrativo)

Cachorros das raças bulldog francês e spitz alemão são covardemente explorados e tratados como objetos passíveis de venda pelo proprietário do canil, que os comercializa.

O engenheiro Flávio Norberto Pereira, irmão dos denunciantes, conta que o canil foi construído aproveitando a base do muro divisório, o que não é permitido legalmente. “A proximidade com os cômodos da casa impedem o sossego de meus irmãos”, afirma Pereira. Entre os idosos, está Terezinha Leopoldina de Freitas, de 88 anos, que sofre de mal de Alzheimer e se encontra em estado vegetativo.

Outra moradora da casa, Edna Aurora Martinha, de 74 anos, afirma ficar com as janelas da residência fechadas a maior parte do dia devido ao mau cheiro exalado pelo canil, que funciona há oito anos apesar de diversas tentativas de diálogo com o proprietário e com o poder público. As informações são do portal EM.

Vivaldo Ferreira Ramos, dono do canil, conta que o local abriga atualmente 40 cachorros e que uma mudança deve ser realizada para que os animais sejam levados para um terreno em Lagoa Santa. Ele nega as denúncias e afirma ter alvará de funcionamento, o que foi negado pela Prefeitura que, por sua vez, explica que o canil não tem alvará de localização e funcionamento e que o proprietário foi notificado para que realize a regulamentação do local, caso contrário será multado.

A Vigilância Sanitária da Regional Nordeste foi comunicada sobre o caso, após a denúncia, e afirmou que agentes de combate a endemias (ACEs) irão realizar uma vistoria no canil.  De acordo com nota emitida pelo órgão, a “Secretaria Municipal de Saúde irá verificar a situação do imóvel e dos animais, tanto no sentido da saúde animal, com teste de leishmaniose e análise de condições adequadas, quanto possíveis focos de Aedes aegypti; a atividade indicada não é sujeita à fiscalização da Vigilância Sanitária. As vistorias, neste caso, são realizadas somente mediante denúncia. A população pode acionar a Vigilância Sanitária por meio do telefone 156 e fazer a denúncia”.

Nota da Redação: o comércio de animais é uma prática exploratória que os trata como meros objetos passíveis de venda. Tratados como mercadorias, os animais são covardemente usados para gerar lucro, o que é repudiável. A ANDA lembra que vidas devem ser respeitadas e, em hipótese alguma, objetificadas e comercializadas, e reforça a necessidade de optar por adotar animais, sem levar em consideração raça, ao invés de comprá-los, contribuindo assim para o fim de um comércio cruel que, além de explorar os animais, está frequentemente envolvido em casos de maus-tratos.

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