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Exploração: Brasil se une a França para transformar trote em indústria

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Um grupo de dez criadores de cavalos viajaram para a França para visitar haras, centros de treinamentos e hipódromos. O objetivo da viagem era buscar meios de transformar o trote, uma modalidade de corrida de cavalos, em uma indústria no Brasil. Para isso, um acordo de cooperação foi assinado em Paris com a LeTrot, empresa responsável pelo trote na França.

Cavalos explorados em corrida (Foto: Pierre COSTABADIE/SCOOPDYGA)

A parceria aumenta a cruel exploração imposta aos cavalos, forçados a competir em corridas que visam o lucro e o entretenimento humano. A partir de agora, cavalos franceses serão importados como se fossem meras mercadorias. Eles serão criados de acordo com as diretrizes da LeTrot e, depois, serão reproduzidos, para que os filhotes, que terão sua criação guiada por normas nacionais, possam também ser covardemente explorados.

Além disso, os envolvidos no projeto buscam também autorização para realizar apostas nas corridas, que atualmente são feitas informalmente. E para popularizá-las, está sendo feita uma aproximação com o futebol. As informações são do portal O Globo.

Os cavalos, lamentavelmente, são vistos como objetos que devem ser usados para gerar lucro, e não como vidas. O que é confirmado por um dos integrantes do projeto, o médico veterinário e superintendente da Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Trotador (ABCCT). “Precisamos provar que o investimento pode virar lucro. No Brasil, ainda tratamos como bicho de estimação. Temos que transformar em negócio”, afirma Guilherme.

Nota da Redação: a ANDA repudia qualquer forma de exploração animal e reitera que forçar cavalos a competir em corridas é uma prática extremamente anti-ética que contraria os direitos animais. Os cavalos existem por seus próprios propósitos e devem viver em liberdade, realizando atividades segundo suas próprias vontades. Treiná-los, forçando-os a aprender comandos anti-naturais, e submetê-los a corridas são práticas cruéis que os colocam como objetos a serviço do ser humano, o que é inaceitável. 

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