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Um milhão de aves ameaçadas são mortas todos os anos por caçadores

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Esse é o principal alerta de ativistas que dizem que as espécies migratórias altamente ameaçadas serão dizimadas em breve caso não sejam adotadas medidas urgentes.

Foto: Arterra/UIG via Getty Images

Em uma carta encaminhada à revista Science, os ativistas identificam as zonas úmidas de Fereydunkenar como a região de um extermínio em massa de animais selvagens. Três grandes lagoas – Fereydunkenar, Sorkhrud e Azbaran – fornecem locais de descanso para as espécies da área, incluindo o grou-siberiano, que é listado como criticamente ameaçado pela União Internacional para a Conservação da Natureza.

Outras espécies ameaçadas ou vulneráveis nas zonas úmidas incluem patos de cabeça branca (Oxyura leucocephala), gansos de peito vermelho (Branta ruficollis), gansos de fronte branca (Anser erythropus), além de aves de rapina como falcões.

Cada vez mais aves são visadas pelos caçadores locais e ocasionalmente por outros caçadores que visitam a região. “Cerca de três mil dessas aves são mortas diariamente por caçadores locais para o comércio nos mercados da região. Isso pode gerar efeitos catastróficos sobre as espécies que dependem desse ecossistema”, diz Jamshid Parchizadeh, ativista iraniano e o zoologista Samual Williams, da Venda University, na África do Sul, na carta.

Williams diz que a escala das mortes em Fereydunkenar é chocante. “É possível que represente cerca de um milhão de aves por ano, cerca de metade do número total de aves aquáticas que visitam o local”, aponta.

Um exemplo de como isso afetou uma espécie é o grou-siberiano (Leucogeranus leucogeranus). Existem duas populações: uma oriental, com cerca de três mil pássaros, e uma ocidental, na qual existe apenas um último membro conhecido em Fereydunkenar e que é ameaçado pelos caçadores. Acredita-se que o restante da população ocidental  foi assassinada em Fereydunkenar durante os primeiros anos do século 21.

Muitas das aves que viajam para as zonas úmidas são mortas para a alimentação. Porém, algumas são comercializadas para colecionadores que querem mais animais em suas coleções de taxidermia.

Segundo o The Guardian, os assassinatos foram facilitados recentemente com a utilização de redes de plástico transparentes de baixo custo que não são vistas pelos animais e que conseguem capturar  dezenas de aves de uma só vez. “Essas redes tornaram mais fácil para as pessoas capturar mais e mais aves”, destaca Williams.

Embora os assassinatos sejam ilegais, pouco foi feito para impedi-los. “O departamento iraniano do meio ambiente não conseguiu controlar as atividades ilegais. Os moradores armados demonstram uma enorme resistência aos guardas-florestais da vida selvagem quando eles tentam aplicar as leis existentes”, concluem Parchizadeh e Williams.

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