Esquiador adota cão que seria morto para consumo na Coreia do Sul


O esquiador norte-americano Gus Kenworthy visitou um matadouro de cachorros na Coreia do Sul e, comovido com a crueldade imposta aos animais, decidiu adotar um filhote.

O atleta adotou um filhote que seria morto para consumo (Foto: Gus Kenworthy)

“Esta manhã, Matt e eu tivemos uma visita de coração a uma das 17 mil fazendas de cães aqui na Coreia do Sul. Em todo o país, 2,5 milhões de cães são criados para alimentação em algumas das condições mais perturbadoras imagináveis”, escreveu o atleta. “A maneira como esses animais estão sendo tratados, no entanto, é completamente desumana e a cultura nunca deve ser um bode expiatório para a crueldade”, completou.

Segundo o atleta, foi dito para ele que a fazenda mantinha os cães em boas condições em comparação com outros lugares. Mas, segundo Kenworthy, os animais viviam vidas miseráveis. “Os cachorros aqui estão desnutridos e abusados fisicamente”, afirmou o esquiador, que contou ainda que, no local, os cães eram mantidos em gaiolas pequenas e expostos ao inverno rigoroso e ao verão escaldante. “Quando chega a hora de matar um deles, isso é feito na frente dos outros cães por meio de eletrocussão, levando até 20 minutos agonizantes”, disse.

Cães viviam em situação deplorável (Foto: Gus Kenworthy)

O matadouro visitado por Kenworthy teve suas atividades encerradas, o que foi comemorado pelo atleta em sua publicação em rede social. “Felizmente, esta fazenda particular (graças ao trabalho árduo da Humane Society International e à cooperação de um agricultor que viu o erro de seus caminhos) está sendo encerrada permanentemente e todos os 90 dos cães aqui serão trazidos para os EUA e Canadá, onde encontrarão suas casas para sempre. Eu adotei o doce bebê da primeira foto (nós a chamamos de Beemo) e ela estará indo para os EUA para morar comigo assim que ela terminar de tomar suas vacinas, em poucas semanas. Eu não posso esperar para lhe dar a melhor vida possível!”, escreveu.

O esquiador afirmou ainda que existem outros milhões de cães que precisam de ajuda na Coreia do Sul. “Espero usar esta visita como uma oportunidade para aumentar a conscientização sobre a desumanidade do comércio de carne de cachorro e a situação dos cachorros em todos os lugares, incluindo nos EUA, onde milhões de cães precisam de casas amorosas!”, concluiu.

Cachorros eram mantidos presos em gaiolas pequenas (Foto: Gus Kenworthy)

Mais tarde, por meio do Twitter, Kenworthy afirmou que não estava julgando os coreanos e que apenas quer “ajudar a acabar com o abuso contra os cachorros”.

A publicação do atleta foi elogiada por muitas pessoas, que o parabenizaram por ter adotado o cão. Outras, entretanto, o questionaram. “Então você acha que não faz mal comer porcos, vacas, galinhas, peixes e mais, mas quando se trata de um animal que você cresceu vendo como um animal doméstico, decide que não está certo e que não devia acontecer? Não acha que não está certo as fazendas manterem galinhas aos milhares num espaço confinado onde nem têm espaço para se mexerem?”, comentou um internauta.


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