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Pinturas rupestres retratam o massacre de baleias e tubarões no Chile

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As pinturas rupestres foram feitas há 1.500 anos e revelam os assassinatos de uma série de espécies, incluindo baleias, leões-marinhos, espadarte e tubarões.

Foto: Benjamin Ballester, Univerité Paris 1 Pantheón-Sorbonne

Os pictogramas, feitos com óxido de ferro, expõem centenas de cenas de caça e uma sociedade  complexa de caçadores.

As evidências arqueológicas indicam que a sociedade que vive em El Médano – um vale entre o oceano e o deserto – especializada na caça de animais marinhos.

O grupo utilizava ganchos de peixe feitos com conchas, ossos, espinhos de cactos e cobre e jangadas produzidas com pele de leão-marinho.

As pinturas foram descobertas em um novo local em El Médano, na costa do deserto de Atacama, no Norte do Chile, e as conclusões foram publicadas na revista Antiquity. “Acho que a descoberta mais significativa é a relação entre esses grupos humanos e esses animais marinhos,compreender  como eles foram capturados e desenvolvimentos técnicos”, Benjamín Ballester, pesquisador da Equipe de Etnologia Pré-Histórica da University Panthéon-Sorbonne, em Paris (França), e principal autor do estudo.

Foto: Benjamin Ballester, Univerité Paris 1 Pantheón-Sorbonne

A arte rupestre foi descoberta pela primeira vez em El Médano em 1918 e durante milhares de anos apenas o povo local Paposo a conhecia.

O último estudo se concentra em uma sessão recém-descoberta chamada Izcuña, a poucos quilômetros ao Norte de El Médano. Os habitantes pré-hispânicos deste litoral utilizaram traços de cor vermelha intensa para criar imagens de baleias, espadarte, lulas, leões marinhos, tartarugas e tubarões.

Algumas são cenas de caça e outras mostram as jangadas com marinheiros e linhas de arpão. Segundo os pesquisadores, as pinturas baseiam-se nas experiências cotidianas dos habitantes, revela o Daily Mail.

Foto: Benjamin Ballester, Univerité Paris 1 Pantheón-Sorbonne

As evidências sugerem que a sociedade que vivia em El Médano na época era especializada na exploração de recursos marinhos e usava uma sofisticada tecnologia de pesca e caça.

Os pesquisadores informaram que 328 pinturas foram encontradas na ravina de Izcuña em 24 blocos de rocha e, mesmo com o desgaste causado por nevoeiros, foi preservado o suficiente em comparação com outras artes de El Médino.

As cenas mais comuns incluem as silhuetas de peixe e cenas de caça com jangadas e armas. Enquanto os animais terrestres, como as tartarugas, foram mostradas nas pinturas, os animais marinhos raramente apareciam. Em escavações anteriores, os arqueólogos encontraram arpões improvisados que foram feitos há mais de sete mil anos.

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