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Luisa Mell critica uso de penas de animais em desfiles de carnaval

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A ativista Luisa Mell, de 39 anos, mais uma vez se posicionou em defesa dos animais. Com a chegada do carnaval e dos desfiles das escolas de samba, Luisa criticou o uso de penas e plumas advindas da exploração animal.

Penas são retiradas de animais vivos (Foto: Divulgação)

A crítica, entretanto, rendeu um desentendimento com a madrinha de bateria da Unidos de Vila Maria, Ana Beatriz Godói, que utilizou uma fantasia feita com 3.800 penas de faisão. A passista se sentiu ofendida após Luisa pedir, por meio do Instagram, que os animais fossem deixados em paz e disse que entrará com medidas legais contra a ativista.

Em resposta a declaração de Ana Beatriz, Luisa afirmou, ao Yahoo Notícias, que mesmo se couber medida legal, ela não se intimida “em defender um ser inocente da vaidade humana”.

“Conheço esse mercado de perto. Essa é a minha realidade, sou uma ativista. Levo a vida dos animais muito a sério e tentei mostrar isso para o meu público”, comentou Luisa, que lembrou ainda que as festas em comemoração ao carnaval são ideais para repensar alguns hábitos, já que se é falado constantemente em sustentabilidade e reciclagem. “É justo a sociedade massacrar os animais sendo que a gente tem materiais alternativos?”, disse.

Luisa explica que o processo de retirada das penas é feito com o animal vivo, amarrado pelo pescoço e pelas patas. “Este procedimento causa muito sofrimento, muita dor e deixa as aves expostas ao sol e a infecções graves. Nessa luta, muitas acabam com fraturas. É uma coisa extremamente cruel e desnecessária”, comentou.

O alto custo da fantasia também foi abordado pela ativista, que afirmou que uma peça com 3.800 penas de faisão tem preço equivalente a cerca de três carros. “O valor deveria ser o contrário: quantos animais sofreram? Isso vale para você aparecer e estar ali? Existem outras maneiras de aparecer no carnaval”, disse. Luisa afirmou também que as penas artificiais são mais baratas e tão bonitas quanto as de origem animal.

A ativista lembrou ainda que não é preciso utilizar penas de animais para que seja produzida uma fantasia bonita. “Este ano a Sabrina Sato desfilou em São Paulo e no Rio sem nenhuma pena e mais linda do que nunca”, disse. A escola Águias de Ouro, que não utiliza penas de origem animal, também foi citada por Luisa. “Desfilamos sem penas, sem plumas. A gente vem buscando um mundo melhor. Estamos num momento de sustentabilidade, e a gente fala muito sobre isso”, afirmou.

Sabrina Sato desfilou no carnaval sem penas de animais (Foto: Reprodução / Instagram / @sabrinasato)

Outro argumento apresentado pela madrinha da Unidos de Vila Maria que foi rebatido pela ativista foi o de que Luísa já desfilou usando penas de animais. Ana Beatriz compartilhou nas redes sociais uma imagem de Luisa Mell em seu primeiro desfile pela Vila Maria, em 2003, com fantasia de penas. A ativista, por sua vez, afirmou que aquilo fazia parte do passado e que atualmente ela não só se conscientizou sobre a necessidade de não usar penas, como também tenta conscientizar a sociedade a respeito do assunto.

“Há quase 20 anos atrás eu não sabia. Assim que eu soube comecei uma luta. Primeiro com as minhas fantasias e depois conscientizei uma escola inteira”, se defendeu a ativista, que contou também que ainda não era vegana quando soube da crueldade existente no comércio de penas de animais, mas que ficou horrorizada. “Assim que chegou para mim a informação, eu já me recusei. No ano seguinte não desfilei com penas”, enfatizou.

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