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Porto de Santos: ativistas realizam protesto pacífico contra embarque de 22 mil de bois

Crédito: A intenção é denunciar as péssimas condições em que os animais viajam, em meio a dejetos, falta de espaço adequado e má alimentação. Crédito: Facebook

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Crédito: A intenção é denunciar as péssimas condições em que os animais viajam, em meio a dejetos, falta de espaço adequado e má alimentação. Crédito: Facebook
Crédito: A intenção é denunciar as péssimas condições em que os animais viajam, em meio a dejetos, falta de espaço adequado e má alimentação. Crédito: Facebook

Neste momento ativistas pelos direitos animais estão no Porto de Santos (SP) realizando uma ação pacífica contra o embarque de animais para consumo na Turquia.

Segundo a ativista Beatriz Silva, da ONG Bendita Adoção, a intenção é denunciar as péssimas condições em que os animais viajam, em meio a dejetos, falta de espaço adequado e má alimentação.

Além disto, os animais sofrem dentro de caminhões durante as longas viagens de centenas de quilômetros até o porto. E, ao chegar, ainda existe a enorme espera para o embarque, ressalta Beatriz.

Os ativistas levaram cartazes e faixas para transmitir sua mensagem em defesa dos animais. A presença deles atraiu um grande contingente da polícia portuária no local onde está atracado o navio Nada que levará os bois até o destino.

A viagem, que deverá durar cerca de 15 dias, será mais uma jornada cruel promovida pela empresa Minerva Foods, que foi uma das responsáveis pelo naufrágio do navio Haidar Beirut em Barcarena (PA), em 2015, ocasionando a morte de quase cinco mil bois que iriam para a Venezuela e também em 2012, pela morte de dois mil e setecentos bois que morreram asfixiados por falta de ventilação dentro do navio Gracia Del Mar.

Protestos na sexta-feira

A ONG VEDDAS realizou um protesto na sexta-feira (26) contra o embarque. De forma não violenta, os ativistas se colocaram em frente aos caminhões, bloqueando a entrada deles no porto. Assim que a ação começou, a Guarda Portuária foi ao local e reprimiu os manifestantes de maneiras agressiva.

Em um dos vídeos feitos pelos ativistas foi registrado o momento em que um dos guardas perguntou para o ativista George Guimarães, presidente da ONG VEDDAS, se ele havia reconhecido a própria mãe no caminhão carregado de bois

Ação judicial

A ANDA entrou com uma ação judicial para tentar impedir que estes animais fossem vítimas deste transporte cruel.

A advogada da organização, Letícia Filpi – que também é membro da Associação Brasileira dos Advogados Animalistas (ABRAA)- produziu o texto da ação pública.

Ela argumentou, entre outras coisas, que o transporte destes animais poderia ter um impacto terrível no equilíbrio ambiental da fauna marinha.

“As implicações ambientais de um navio carregado com animais é que esse navio gera efluentes, como sangue, fezes, urina, cadáveres, descarte de seringa, plásticos, coisas que você vai usar no trato com animais. Quando você multiplica isso por 27 mil, são toneladas de efluentes. Essa é uma atividade que gera um forte impacto ambiental”, afirma Letícia.

Ela também explicou que o transporte destes animais pode ser considerado como um crime de maus-tratos perante a lei.

“Caracteriza maus-tratos porque está em desacordo com as normas estaduais e federais sobre transporte de animais. Se está em desacordo, significa que essas condutas estão além do permitido por lei e, portanto, constituem crime de maus-tratos. A lei sobre transporte de animais dá os limites para o trato com animais, se ultrapassados, o infrator incorre em infração administrativa e crime de maus-tratos”, explica a advogada.

Ela ainda relembrou, que, que caso sejam penalizados, os crimes de maus-tratos no embarque de 27 mil bois irão gerar penas referentes a 27 mil crimes, sendo cada boi maltratado tratado como um crime e não todos os animais como um único crime. “Porque o crime de maus-tratos se soma. Então vai dar uma pena gigantesca”, diz Letícia.

Ainda assim, o embarque dos animais foi liberado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que entendeu que não havia impedimento legal, nem necessidade de autorização especial, para o transporte de animais vivos.

Nota da Redação: Medidas de bem-estar animal no transporte de bois nunca serão suficientes. É necessário promover uma mudança de comportamento e passar a enxergá-los como indivíduos com direitos fundamentais

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