• Home
  • Gato chora após ser abandonado em hospital veterinário

Gato chora após ser abandonado em hospital veterinário

0 comments

A foto de um gato chorando após ser abandonado foi publicada em rede social e comoveu internautas. Rajado, como é chamado, foi deixado pelos antigos tutores no Hospital Veterinário Universitário (HVU), do campus senador Petrônio Portela da Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina.

Abandonado pelos antigos tutores, Rajado chora no hospital veterinário (Foto: Divulgação/Talita Duarte)

No local, muitos animais são abandonados pelos tutores, que os levam e não voltam para buscá-los após receberem o tratamento médico necessário.

Comovidas com o sofrimento dos animais, a jornalista Raquel Lopes e sua amiga Thalita Duarte decidiram fazer um ensaio fotográfico para incentivar a adoção.

“Minha amiga estava com a gatinha dela, a Bia, internada lá no HVU e ficou preocupada com a situação dos animais abandonados. Então, tivemos a ideia de divulgar nas redes sociais com o objetivo de conseguir adoção para eles”, contou Raquel ao G1.

Uma imagem feita durante o ensaio chamou a atenção de Raquel. Rajado foi registrado com lágrimas nos olhos. “Vocês já tinham visto um animal chorando? É assim que eles ficam depois do abandono… E ainda há quem diga que eles não sentem nada”, escreveu Raquel em rede social.

Ensaio fotográfico incentiva a adoção de gatos abandonados em hospital veterinário (Foto: Divulgação/Thalita Duarte)

Ao final do texto, Raquel pede que os usuários do Facebook compartilhem a publicação, que fala não só de Rajado, mas também dos outros gatos abandonados no hospital que precisam de adoção. “O post do Rajado teve mais de 150 compartilhamentos diretos. Por isso a gente bate muito nessa tecla da importância dos compartilhamentos. Se a pessoa que viu o post não tiver interesse em adotar mas compartilhar, outra pessoa pode ver e querer”, disse.

O diretor do hospital, Marcelo Campos, conta que os cachorros são abandonados com mais frequência. O motivo principal é o custo do tratamento, mesmo com a administração se mantendo aberta a negociações.

“A questão do abandono é séria, é crime previsto por lei e no código civil, principalmente quando há um abandono em repartição pública, que é mais agravante. Isso pode resultar em multas e prisão e a população precisa estar informada”, afirmou.

Raquel fez um apelo nas redes sociais em nome dos gatos abandonados (Foto: Reprodução/Facebook)

Ao internar um animal, o responsável por ele tem que informar seus dados pessoais. E mesmo que o telefone e o endereço não sejam passados corretamente, o CPF fica registrado e é colocado na dívida ativa da União.

“Caso o resgate e o pagamento não aconteça no prazo, encaminhamos o caso para a Fazenda e fazemos um boletim de ocorrência na Polícia Civil. O nome da pessoa é encaminhado para a dívida ativa da União, onde a pessoa fica impossibilitada de vários benefícios como concursos, empréstimos enquanto não quitar a dívida. Estamos estudando a possibilidade de tratar desses casos com a Polícia Federal, já que essa é uma instituição federal. Abandono de animal é crime”, pontuou. Além disso, o animal é encaminhado para castração e disponibilizado para adoção.

Para adotar, lembra o diretor do hospital, “não há necessidade, por enquanto, de nenhuma documentação. É só vir conversar com a direção e ter o interesse de resgatar o animal. Se puder dar uma certa contribuição em relação à dívida também é interessante”.

Final feliz

A campanha de Thalita e Raquel já rendeu bons frutos. A gata Mimi, que nasceu cega dos dois olhos e viveu meses dentro de uma pequena gaiola no hospital, foi adotada.

Após viver em uma gaiola por meses, Mimi foi adotada (Foto: Divulgação/Raquel Lopes)

“Fiquei sabendo da situação da Mimi através da Raquel e fiquei comovida pelo fato da gatinha ser cega, já que tenho outros animais que também são cegos. Adotar a Mimi é um desafio porque um animal cego tem muitas limitações, mas os gatos são muito independentes. Ela está se dando super bem e eu estou muito feliz por dar pra ela uma nova oportunidade”, afirmou a tutora de Mimi, a técnica em enfermagem Otilina Duailib.

About the Author

Follow me


{"email":"Email address invalid","url":"Website address invalid","required":"Required field missing"}
>