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Aplicativo profissionaliza transporte de cães e gatos

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A motorista Cristian Sansão diz que prefere trabalhar com animais, como a vira-lata Mel que já usou os serviços da PetDriver | Foto: Divulgação

Pode não parecer, mas cães e gatos têm necessidades de locomoção parecidas com a dos humanos. Os animais precisam, por exemplo, ir ao veterinário ou ao pet shop para tomar banho e tosar. E foi pensando nessas situações que os empresários Leonardo Mùller e Leo Yalom lançaram, em fevereiro, o aplicativo PetDriver, uma espécie de Uber para os animais domésticos.

O sistema é bem simples e similar aos dos demais aplicativos de mobilidade conhecidos. A diferença é que os carros são adaptados para levar os animais e contam com itens como capa protetora, kit higienizador, coleiras peitorais e focinheiras. “É uma plataforma que conecta os motoristas que gostam de animais e são treinados para levá-los com os tutores de animais e estabelecimentos”, explica Yalom. Para facilitar a vida dos usuários, o animal pode ir sozinho no veículo, caso o tutor não possa o acompanhar na viagem.

O analista de sistema André Barros, de 35 anos, provou e aprovou o aplicativo. Morador do Andaraí, na Zona Norte do Rio, ele e a esposa, a psicológica Fabiana, precisaram levar Mel, a SRD do casal, ao veterinário. A dócil cachorrinha, de 3 anos de idade, teve uma crise alérgica por conta de um perfume usado no pet shop. “Como nosso carro estava na oficina, a gente precisava de um transporte rápido e o aplicativo serviu muito bem”, atesta André. “Como são poucos os táxis que podem ter esse serviço, acabam cobrando mais caro. É bom ter um veículo pronto, adaptado para isso”, diz o usuário, que também é guardião do brincalhão pit-bull Hulk, de 8 anos e um gato.

Para o sócio Leonardo Múller, o sucesso do PetDriver, que tem média de 1500 corridas por mês, se dá pelo fato do sistema humanizar e dar mais tranquilidade aos animais durante uma viagem. “Antes, os animais viajavam em caixas de transporte, trancados, sem estímulo visual. Poderiam desenvolver algum tipo de fobia, problema psicológico, alguns ficavam desesperado numa caixa”, argumenta Múller, lembrando que não só cães e gatos podem ser recebidos pelos motoristas e que até uma calopsita já andou em um dos 90 veículos cadastrados para viagens que saem do Rio e Região Metropolitana.

Uma dessas motoristas é Cristiane Sansão, de 45 anos, que saiu do Uber para trabalhar com os animais. “Adoro animais! É mais agradável lidar com bicho, o astral é outro”, conta Cristiane, que há 4 meses dirige para os animais.

Além dos usuários pessoais, a PetDriver tem parcerias com hotéis, empresas ligadas ao mercado pet e clínicas veterinárias. O aplicativo pode ser baixado nas lojas virtuais dos sistemas Android e iOs.

Fonte: O Dia

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