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Sobe para 88 o número de botos mortos na Baía de Sepetiba (RJ)

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O número de botos cinzas encontrados mortos na Baía de Sepetiba, no Rio de Janeiro, subiu para 88. A suspeita dos pesquisadores é de que os animais estejam contaminados por alguma doença.

Oitenta e oito mortes de botos são registradas em 19 dias (Foto: Instituto Boto Cinza)

A média de animais encontrados mortos era, até então, de cinco por mês. Com as mortes em massa, passou a ser de quase cinco por dia.

O local mantém a maior quantidade de botos cinza do mundo. Sob ameaça, os animais que eram 2.500 há 20 anos, hoje não passam de 800. Até o momento, os pesquisadores não sabem afirmar qual é a causa das mortes.

Apesar da baía ter condomínios, estaleiros e terminais marítimos, não há sinais de contaminação da água nos corpos dos animais mortos. As informações são do portal G1.

 

Os botos cinza vivem em grupos. Mais de 200 deles já foram, inclusive, vistos juntos por pesquisadores enquanto nadavam na Baía de Sepetiba. O que é bom por um lado, porque os ajuda na hora de se alimentar, procriar e se proteger de predadores, é ruim por outro. Isso porque, caso as mortes estejam sendo provocadas por uma doença causada por vírus ou bactéria, a proximidade dos animais faz com que a enfermidade se dissemine mais rapidamente.

“Não existe a possibilidade de um tratamento no ambiente selvagem. Se confirmar algum patógeno, alguma doença relacionada especificamente pro boto-cinza, a gente pode ter aí uma perda de 70% da população , 80%, infelizmente a gente não tem muito o que fazer a não ser contar com o órgão ambiental pra diminuir as outras ameaças e criar maneiras de proteção, que é por exemplo uma unidade de conservação marinha, um refúgio para os animais poderem dar continuidade, os que sobreviverem”, diz o biólogo Leonardo Flach, do instituto Boto Cinza.

Manchas na pele dos botos mortos estão sendo analisadas. “A gente por enquanto tem que avaliar o que é essa coloração. Qual a ligação dela com a morte da espécie”, conclui Leonardo.

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