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Ação humana causa deslocamento de animais silvestres para áreas urbanas do RS

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Além de causar sérios problemas ambientais, as queimadas e o desmatamento próximos às áreas urbanas estão causando a fuga de animais silvestres para as cidades.

Apenas em Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, pelo menos 20 animais silvestres foram resgatados pela Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) desde o início do ano. Fora desse cálculo ainda estão os resgates de pássaros.

Animais abrigados por conta da influência humana (Foto: Reprodução/RBS TV)

De acordo com a polícia, as enchentes e o avanço do homem com a agricultura também podem ser motivos desse deslocamento, que coloca em risco a segurança dos animais e da população.

“Geralmente em períodos que ocorrem principalmente a cheia dos rios, a tendência é o aparecimento dos animais silvestres na área urbana do município. Principalmente por causa da questão da mata ciliar. Ela já está sendo depreciada, bastante decorrente do avanço das pessoas na construção de residências. Então, os animais não tem pra onde fugir e acabam avançando em direção a cidade”, explica o comandante da Patram de Uruguaiana, tenente João Luis Miller.

Outro problema que esses animais sofrem é a readaptação ao seu habitat natural após a captura. No início do mês passado, filhotes da espécie gato-mourisco foram encontrados em Uruguaiana. O desafio é devolver os animais antes que eles percam os instintos.

“Como teve contato com seres humanos e existem outros animais próximos, o bom é dar vermífugo a esses animais, analisá-los e reintroduzi-los na natureza o mais breve possível”, esclarece o médico veterinário Vinicius Sabatini.

Uma águia originaria do Chile, da região das Cordilheiras dos Andes, também foi encontrada em Uruguaiana. Ela não voa mais por ter quebrado uma asa e perdeu o instinto de caça após contato humano.

O médico veterinário ainda faz o apelo para que quando encontrar um animal a população leve-o até um órgão ou autoridade responsável.

“O ideal é chamar alguém competente, no caso a Ronda Ostensiva Municipal Urbana (Romu) ou a Patrulha Ambiental da Brigada Militar, que teriam cuidados com esses animais, principalmente a Patran, e a partir deles darem destinos a esses animais”, completa Sabatini.

A guarda de animais silvestres sem licença do Ibama é crime ambiental e a pessoa pode pagar multa, serviços comunitários ou até ser presa.

Fonte: G1

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