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Cerrado brasileiro recebe santuário para preservação de felinos selvagens

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Em uma ação da iniciativa privada, com apoio do governo, uma fazenda será transformada em santuário para preservação de felinos selvagens no cerrado brasileiro, na região centro-oeste do estado de Goiás.

Bordô, um jovem puma macho que recebeu esse nome devido a cor grená da tinta com a qual ele foi marcado para identificação, foi resgatado quando ainda era filhote e será o primeiro animal da espécie a ser solto no local. Recentemente, o puma foi submetido à exames para que fosse autorizado à voltar para seu habitat.

O santuário receberá felinos selvagens (Foto: Jason Edwards/National Geographic Creative)

O puma, também conhecido como suçuarana ou onça parda, aguarda, no momento, o aval dos veterinários e da equipe de especialistas para ser solto na natureza. Este trabalho de reintegração ao habitat está sendo realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama) com o apoio das ONGs NEX e Brasília É o Bicho.

Bordô viveu meses em uma fazenda de Unaí, no Sudeste de Minas Gerais. De lá, foi levado ainda filhote para o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) de Brasília, onde foi submetido à uma avaliação médica necessária para determinar quando ele poderá ser levado ao santuário. O Cetas recebeu, desde 2016, 39.637 animais silvestres. Desses, 78% foram devolvidos ao habitat.

“Realizamos um procedimento médico veterinário e de exame clínico. Lhe demos um sedativo, colhemos sangue para saber se o animal está bem e uma ultrassonografia também, uma revisão geral e tudo vai bem”, afirmou à Agência Efe o veterinário Thiago Luczinski, voluntário da NEX, ONG que atua na defesa de animais silvestres.

A revisão médica feita em Bordô tem o apoio da fazenda Veredas do Cerrado, de propriedade do empresário Caio Freitas, que a herdou do pai. O lugar tem tradição de 42 anos na preservação da natureza.

A fazenda, que há mais de quatro décadas é local de pesquisas e estudos sobre o ecossistema do cerrado, agora será transformada em santuário. Freitas tem o objetivo de receber felinos selvagens que por razões diversas foram retirados do habitat nas diferentes regiões do país. O terreno de 300 hectares, dotado de fontes de água natural e alimentos, tem sido estudado por biólogos e veterinários há dois anos, segundo informações divulgadas pelo UOL.

Outros pumas e jaguares já habitam o ecossistema do cerrado, do qual faz parte a fazenda.

“Uma coisa interessante que fizemos foi que, como este animal vai ser solto, necessitávamos ter uma identificação visual dele, porque será vigiado por câmeras”, disse Luczinski ao explicar que a identificação foi feita com “duas marcas laterais com tinta de cabelo, para não machucar o animal quando mudar de pelagem e que desaparecerá quando essa mudança acontecer, não vai agredir o animal e ele vai ter uma vida normal”.

“Será algo temporário, para que possamos identificá-lo nas câmeras, caminhando, e, se tudo correr bem, podemos visualmente verificar se ele está magro ou engordou. Então essa marca é importante para nós”, detalhou Luczinski.

Antes de ser submetido a exames em Brasília, Bordô teve seu primeiro contato com a savana brasileira no trajeto entre Minas Gerais e Goiás.

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